quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Repetidoras

Repetidoras

O que é Repetidora?    
Para que serve?  
Como funciona?

Repetidora é um conjunto de equipamentos, normalmente instalados em locais de altitude elevados, e que tem a capacidade de receber um sinal e retransmiti-lo ao mesmo tempo, em duas frequências diferentes. A diferença entre as duas frequencias (de recepção e de transmissão) é conhecida como offset (ou shift) e é estabelecida por regulamento específico da ANATEL. No Brasil usamos em VHF um offset de 600KHz e em UHF um offset de 5MHz.

Considere como exemplo uma repetidora operando em UHF, que tenha como frequencia de descida (a que nós recebemos) 434,550 MHz. Usando o offset previsto na norma teremos uma frequencia de subida (quando nós transmitimos) de 439,550MHz. A imagem abaixo mostra o funcionamento desta repetidora.

E qual a sua utilidade?

Como as repetidoras estão posicionadas em locais bem elevados e operam com bastante potência, isto faz com que eles tenham uma área de cobertura bem maior do que as estações localizadas “nos solo”. Assim, com o uso de repetidoras podemos estabelecer contatos com estações mais distantes do que se usarmos uma comunicação direta.

Outra utilidade é que com a repetidora os obstáculos naturais em comunicações VHF/UHF, que são as grande elevações, podem ser facilmente superados. veja a imagem abaixo para ter uma idéia disto.

E como funciona? 

Dissemos antes que a repetidora é “um conjunto de equipamentos”. E este conjunto é composto (simplificadamente) por um receptor, um transmissor, uma antena, um circuito de controle (ou placa controladora, como é mais conhecida) e um duplexador.

O receptor é o rádio que vai receber nosso sinal.O transmissor vai pegar nosso sinal e transmiti-lo na frequência adequada.O circuito de controle é usado para controlar as tarefas (timers, bips, identificação, liga desliga remoto, etc).E finalmente o duplexador que possibilita que o receptor e o transmissor possam compartilhar uma única antena simultaneamente. O diagrama abaixo ilustra isto.
Alguns rádios (quase todos) tem uma função bem interessante que é o Modo Reverso. Ao pressionar uma tecla nós, momentaneamente, invertemos a programação das frequências de subida e de descida em nosso rádio. Assim, ao escutarmos uma trsnsmissão, não mais escutamos “via repetidora” e sim diretamente do outro radioamador.
Esta função é interessante em dois casos: primeiro por que se eu posso ter contato direto com o outro radioamador, pode ser interessante que ambas estações mudem para uma frequência simplex (direta) e deixem a repetidora livre para quem não tem esta possibilidade. Em segundo lugar, se a minha recepção está muito ruidosa e eu tenho contato direto com o outro radioamador, ao acionar esta função, posso facilmente identificar se o problema é do rádio do colega ou da repetidora.
Algumas repetidoras tem ainda em sua configuração o Subtom (CTCSS), que é um tom inaudível transmitido junto com o áudio da estação que deseja usar o repetidor. Se o subtom transmitido for aquele que a repetidora tem configurado, o sinal é por ela transmitido.
Se a estação não estiver usando o subtom correto ou não estiver com o subtom configurado ela não conseguirá acionar a repetidora, ou seja, a repetidora não transmitirá o áudio recebido.
A vantagem no uso dos subtom é no caso de a repetidora estar instalada em um local com muitas emissões de RF, que pderiam interferir umas nas outras.

 

Mas… quem mantem as repetidoras? E eu posso usar qualquer repetidora?

As repetidora são mantidas pelos Clubes, Associações de Radioamadores, a LABRE, ou mesmo alguns abnegados radioamadores. Por força da legislação cada repetidora tem que ter como responsável um radioamador classe A.

Ainda por força da legislação, todas as repetidoras instaladas no Brasil tem seu uso PÚBLICO e ABERTO a todos.


Normalmente as repetidoras estão localizadas em topos de montanhas ou em outros locais elevados e operam com uma potência de saída maior do que de uma estação portátil ou móvel. Essa combinação de elevação e alta potência irradiada geralmente resulta em comunicações sobre distâncias consideráveis comparadas com comunicação simplex (diretas, sem uso de repetidoras).

Subtom (CTCSS)

Subtom ou CTCSS (Continuous Tone Coded Squelch System) é um sistema de codificação muito usado nas repetidoras atualmente. Trata-se de um tom inaudível transmitido junto com o áudio da estação que deseja usar o repetidor. Se esse subtom transmitido for o mesmo que a repetidora espera receber, a repetidora é acionada e repete o sinal. Caso a estação não esteja usando o mesmo subtom ou esteja sem subtom, ela não conseguirá acionar a repetidora. A grande vantagem de se usar o subtom é no caso da repetidora estar num local poluído de RF, com isso previne-se que ela seja acionada por interferências. Houve um tempo em que repetidora com subtom era sinônimo de repetidora fechada, mas como hoje em dia praticamente todos os rádios vem com subtom instalado, usar subtom por esse motivo não é efetivo.

Quem as mantém ?

Normalmente uma repetidora é mantida por uma associação de radioamadores, pois é exigência da Anatel (órgão que regulamenta as telecomunicações no Brasil) que seja desse modo. Também é comum que no inicio da criação de uma repetidora seja apenas um grupo de radioamadores os responsáveis, mas no fim sempre acaba tendo que ter o respaldo de uma associação. Os radioamadores que cuidam da manutenção de uma repetidora são conhecidos como mantenedores.

Diagrama básico

Um diagrama básico para uma estação repetidora é apresentado na figura abaixo. Com um receptor para receber o sinal de entrada, uma placa controladora para controlar as tarefas (timers, bips, identificação, liga desliga remoto, etc), um transmissor para transmitir o sinal e um duplexador para compartilhar uma única antena para o receptor e transmissor, temos o diagrama completo.


ESCOLHENDO UM RECEPTOR


Agora é a vez de falarmos um pouco sobre qual receptor usar em nossa repetidora. Escolher um bom receptor pode fazer uma diferença muito grande no desempenho de uma repetidora, então vamos tentar conseguir o melhor que estiver ao nosso alcance.

Já de início vamos descartar a possibilidade de usarmos um HT como receptor. Por falta de espaço e também por economia, rádios portáteis não costumam usar filtros eficazes, ficando assim susceptíveis a desensibilização e sobrecarga dos circuitos amplificadores de entrada. Normalmente as repetidoras irão compartilhar espaços em altos de morros com outras estações que podem estar transmitindo milhares de Watts, se o receptor não for capaz de impedir que esses sinais sobrecarreguem seus circuitos, a sensibilidade será muito afetada, chegando a deixar o receptor completamente “surdo”. Por esse motivo, nem pense em usar um HT como receptor de entrada da repetidora. Se você estava com essa idéia, deixe-o para ser usado como receptor secundário, para controle da repetidora em outra freqüência.

Um bom receptor é aquele que tem uma boa sensibilidade e ao mesmo tempo uma boa seletividade. Ter boa sensibilidade significa que o receptor precisa ser bem sensível, conseguir captar sinais fracos, quase em nível de ruído, mas que ainda assim esse sinal seja inteligível. O squelch do receptor também precisa ter uma boa sensibilidade, pois existem receptores que são sensíveis, mas o squelch não. Com um squelch não muito sensível, estações móveis podem ter problemas de cortes quando seus sinais chegam em nível de ruído. Outra característica importante para um receptor é sua seletividade. Seletividade é a capacidade que um receptor tem de rejeitar sinais que não sejam o da freqüência selecionada. Um receptor bem seletivo não sofre interferências de sinais adjacentes tão facilmente. É nesse quesito que um HT sai perdendo, é comum um sinal 50Khz acima da freqüência que se sintoniza num HT interferir em sua recepção. Se esse sinal for muito forte, pode interferir em toda a faixa de recepção dele!

Bom, deixando os HTs de lado, uma boa opção seria usar um rádio monobanda (banda simples), diferente dos rádios dual (com duas bandas, normalmente VHF/UHF), eles tem filtros mais eficientes. Um rádio dual tem que deixar passar no mínimo duas faixas de freqüências, e esses rádios novos também recebem 300MHz, 800Mhz, aviação, ou seja, imagine quantos “buracos” esse filtro precisa ter para deixar passar tudo isso. Os rádios mais antigos, aqueles cristalizados ou mesmo o Yaesu FT227R, esse já sintetizado, usavam filtros helicoidais na entrada do receptor, isso diminui consideravelmente essas interferências e deixa o rádio bem mais seletivo. Veja na ilustração abaixo como é bem o filtro de entrada de um receptor monobanda é bem mais estreito no espectro frequência:


Outra coisa desejável num receptor de repetidora é o indicador de sinal, mais conhecido como S-Meter. Será de grande utilidade na hora de ajustar o duplexador.

Uma vez escolhido o receptor, agora precisamos encontrar os dois sinais que a controladora precisa para funcionar, são eles: COS (Carried Operated Squelch), as vezes chamado de COR (Carried Operated Relay) e o sinal de áudio.

Vamos começar pelo COS, a finalidade desse sinal é indicar se o receptor está ou não recebendo algum sinal em sua entrada. Ele tanto pode ser positivo quanto negativo. No caso de positivo, quando um sinal é recebido pelo receptor o COS apresentará uma tensão de mais de 2V. E se o receptor estiver em silêncio, ou seja, sem receber sinal algum. ele deverá apresentar menos de 0,7V. Nos receptores com COS negativo é exatamente o oposto, na presença de sinal o COS apresenta 0,7V e na ausência mais de 2V.

Para a controladora é indiferente se o COS é positivo ou negativo, mas vamos deixar isso para o capítulo referente à controladora. A maneira mais fácil de encontrar esse sinal é com o auxílio de um multímetro. Normalmente esse sinal está presente no conector que liga o painel do rádio a placa principal dele. Coloque o multímetro em escala de VDC, e comece medindo o primeiro pino desse conector. Abra e feche o squelch do receptor e veja se apresenta alguma mudança de tensão. Se nenhuma diferença for encontrada, continue testando todos os demais pinos do conector. Um deles deverá apresentar características de COS. Se não tiver sorte e não encontrar nada nesse conector, não desista, continue procurando nos circuitos da placa principal do rádio. As pessoas com experiência em manutenção de rádios não terão problema algum em achar esse sinal

O outro sinal que precisamos é o áudio. Existem dois pontos nos receptores de onde podemos retirar o áudio, as vantagens e desvantagens de cada um desses pontos será assunto de artigo futuro. Um desses pontos e o de mais fácil acesso é o da saída de alto-falantes. A desvantagem dessa opção é que se alguém mexer no botão de volume do receptor, alterará o áudio da repetidora.

Já o outro ponto de onde podemos retirar o áudio é chamado discriminador ou detector. O discriminador é um ponto onde o áudio ainda não foi processado pelos circuitos e filtros de áudio do receptor. Às vezes é interessante utilizarmos o sinal de áudio com essas características, mas isso também ficará para o futuro.Para encontrar esse ponto, nos rádios mais atuais, podemos procurar no conector para o opcional de subtom (CTCSS), é quase certo que encontrará o discriminador em um de seus pinos. Se o rádio for mais antigo e não tiver esse conector, pode-se recorrer ao esquema elétrico, normalmente há uma indicação “DET” em algum lugar. A maneira mais fácil de encontrar esse sinal é com a ajuda de um osciloscópio, mas nem todos têm um equipamento desse disponível. Com ele basta testar cada pino do conector ou se não estiver nele, procurar na placa principal do receptor. Procure pelo sinal característico de ruído branco. Conforme figura abaixo.


Agora para quem tem apenas um multímetro, coloque-o na escala VDC, procure por um sinal variável de tensão entre 100mV e 2V. Quando encontrar esse sinal, com o auxilio de um transmissor qualquer, transmita uma portadora na freqüência do receptor para ver se esse sinal fica próximo de zero. Se ficar tente falar alguma coisa no microfone do transmissor, veja se aparece alguma variação na tensão do multímetro. Se tiver problemas em encontrar o discriminador ou mesmo o sinal de COS, peça ajuda a alguém que entenda de manutenção de rádios, com certeza ele poderá ajudá-lo.

Resumindo, veja abaixo as características desejáveis em um receptor para ser usado em uma repetidora:

q Sensibilidade

q Seletividade

q S-Meter

q Monobanda

As saídas que precisaremos para a controladora são:

q COS

q Discriminador ou saída de alto-falante



ESCOLHENDO O TRANSMISSOR.

Vamos falar desta vez do transmissor, outro componente muito importante de uma estação repetidora. Primeiro vamos listar as características desejáveis para um transmissor, da mesma maneira que fizemos para escolher o receptor.Seguem as principais caracteristicas:

Bom filtro de harmônicos – Transmissores mal projetados podem gerar sinais indesejáveis que podem interferir na recepção da repetidora, portanto um bom transmissor deve ter um bom filtro de harmônicos para evitar esse tipo de problema. Os transmissores atuais, pelo menos os das marcas mais afamadas, normalmente passam por rigorosos testes antes de chegarem ao mercado, e devem ser satisfatórios. Cuidado com transmissores cristalizados do tipo P3 da Motorola, embora seja um ótimo candidato a transmissor de uma repetidora, em geral são encontrados apenas para altas freqüências do VHF, e só trocar o cristal não é o suficiente. O filtro de harmônico desses equipamentos são de banda estreita, ao trocar a freqüência original por uma fora da faixa de atuação do filtro, quase sempre trás problemas.


Bom dissipador de calor – Um transmissor de repetidora precisa agüentar um funcionamento ininterrupto, principalmente para aquelas repetidoras de alto tráfego. Portanto um bom sistema de dissipação de calor é essencial. Usar um transceptor móvel como transmissor de repetidora é perfeitamente possível, mas apenas o dissipados desses rádios não darão conta do serviço, quase sempre sendo necessário à instalação de uma ventoinha sobre seu dissipador.


Bom áudio – Embora essa característica seja meio abstrata, existem transmissores que são famosos pelo seu péssimo áudio. Devemos evitá-los.


Estabilidade de freqüência – Outra característica importante que todos os atuais transmissores oferecem. Nesse caso temos apenas que nos preocupar com os transmissores mais antigos a cristal. É sempre aconselhável conferir sua freqüência de saída com uma certa regularidade.


Potencia de Saída – Na verdade um transmissor de repetidora não precisa necessariamente ser muito potente, já que terá a vantagem de estar instalado em local privilegiado em geralmente utilizando um bom sistema irradiante. E quanto mais potência tem o transmissor, maior será a dissipação de calor necessária. Utilizando esses transceptores de hoje, o ideal é uma potência entre 10w e 25w, uma vez que foram projetados para ciclos de transmissão com intervalos de recepção. Usá-los com a potência máxima (normalmente 50w) não é recomendável, pois seu módulo de potência pode atingir altíssimas temperaturas e por fim queimar. Só para sua referência, tem gente que se preocupa muito com a potência, faz o impossível para conseguir sempre um pouco mais. Lembre-se, para você perceber uma melhora significativa no sinal recebido, o sinal transmitido tem que aumentar pelo menos 10 dB. Traduzindo, um sinal de 10w tem que ir para 100w para fazer diferença. Então aumentar de 25w para 50w nem sempre resulta em sinal muito melhor, mas com certeza resulta em maior dissipação de calor e menor vida útil do seu transistor de saída.

Agora quanto aos sinais necessários para sua interligação com a controladora de repetidora, apenas dois sinais serão necessários. São eles: entrada de áudio (entrada de microfone ou modulador) e PTT, Esse último normalmente acionado quando em contato com o terra.

E para finalizar estou acrescentando um Glossário de termo técnicos que estará presente no final de cada artigo para os termos mais empregados:

Harmônicos na Transmissão - Interferências hormônicas do transmissor são caudas pelas características não lineares do transmissor. Eles são criados devido aos multiplicadores de freqüência utilizados no projeto. Se um sinal harmônico estiver na banda passante do transmissor e com amplitude suficiente pode degradar o desempenho do receptor da repetidora.

Banda Passante - É a faixa de freqüência que um filtro permitirá a passagem.

Emissões Espúrias - São emissões que podem ser atrinuidas a diferentes fatores do transmissor. A geração de freqüências espúrias pode ser devido as características não lineares do transmissor, ou também pelo mal posicionamento de componentes e acoplamentos indesejáveis no layout da placa. Isso pode ser resultado de um mal projeto ou defeitos de fabricação. Se um sinal espúrio estiver na banda passante de um receptor nas proximidades, pode degradar seu desempenho.

Desensibilização - É uma interferência que ocorre quando há um sinal de transmissão nas imediações do local do receptor e de freqüência próxima. Normalmente ocorre quando se utiliza um duplexador mal ajustado, o transmissor da repetidora ao entrar no ar atrapalha a recepção da repetidora.

Intermodulação - É uma forma potencial de interferência resultante de uma mistura de freqüências de transmissão. Essa mistura fomra uma nova freqüência que pode interferir nos receptores próximos.

Transmitter IM is a form of potential interference that results from the "mixing" of transmitter frequencies resulting from amplifier nonlinearities. The frequencies mix to form new frequencies that are potential forms of interference to other receivers in close proximity. Any resulting transmitter IM products are identified through our IM screening service.

DTMF - Sinais sonoros gerados pelo teclado dos microfones de nossos rádios e também por teclados de telefone. Servem para comandar a placa controladora da repetidora.

COR - (Carrier Operated Relay) Sinal enviado pelo receptor à placa controladora da repetidora para avisar que um sinal está sendo recebido.

Sinal de PTT - (Push To Talk) E o sinal enviado ao transmissor informando que deve transmitir, normalmente ativado ao se conectar ao terra do circuito.

Discriminador - Sinal de áudio do receptor antes de passar pelos filtros de áudio.

Modulador - Entrada de áudio de transmissão após os filtros de áudio.

Duplexador - Cavidades resonantes (filtros) que permitem se transmitir e receber um sinal de rádio utilizando apenas uma antena.

Meu receptor tem +o sinal de COR Positivo. O que devo fazer?

As controladoras de número de série entre 001 e 146 usam a lógica de COR negativa. Isso significa que o sinal de COR deve ser abaixo de 0,7V para a controladora entender que tem alguém acionando a repetidora, e quando não acionada uma tensão maior que 2V. A maioria dos receptores usam lógica negativa, mas algum usam positica, ou sejam quando um sinal chega no receptor ele envia mais de 2V, e quando não aciona fica em menos de 0.7V. Para resolver esse problema basta colocar um transistor NPN como inversor.

PY2JF João Roberto.


Repetidoras de São Paulo

e
Frequenciaoff-setCidadeIndicativoSubtomSituação
51.650-500Campos do JordãoPY2KES79.7Ativa
53.910-1600Serra Negra 82.5Ativa
145.210-600Guarujá   
145.210-600São Paulo - Cap 123.0 
145.210-600Presidente Prudente   
145.230-600AmericanaPY2KCA74.4Ativa
145.230-600São J. do Rio PretoPY2KDT Ativa
145.230-600Itatiaia   
145.250-600São B. do Campo 146.2 
145.250-600Avaré 103.5Ativa
145.270-600São Paulo - Cap 123.0 
145.270-600Pico do Jaraguá 77.0 
145.270-600JapiPY2KSC123 
145.290-600Joanópolis 91.5 
145.290-600M. Itaóca   
145.310-600Rio ClaroPY2KBZ107.2 
145.330-600Móca   
145.330-600Itapeva 123 
145.350-600Morro dos Ingleses 74.4 
145.350-600Campos do Jordão 123.0 
145.370-600São SimãoPY2KSS82.5 
145.390-600ItapetiningaPY2KDA82.5Ativa
145.410-600Alto Senna   
145.410-600São B. do Campo 91.5 
145.410-600Jacutinga 123.0 
145.430-600JaboticabalPY2KDD  
145.430-600Paraibuna 97.4 
145.430-600Pedra do Lageado 97.4 
145.430-600Sorocaba   
145.450-600Botucatu 77.0 
145450-600Jacarei (Craja)PU2KCR67.0Ativa
145.470-600Amparo 82.5 
145.470-600Itatiaia N/T 
145.470-600Cantareira - Mairiporã   
145.490-600Japi 123.0 
146.520-600Jacarei (Defesa Civil)   
146.610-600Itapecirica 123.0Ativa
146.610-600Presidente Prudente   
146.610-600Barra BonitaPY2KDN82.5 
146.610-600Apiaí 100.0 
146.630-600Piracicaba 77.0 
146.630-600Carapicuiba   
146.630-600Birigui   
146.640-600São Carlos   
146.650-600São CarlosPY2KFD  
146.650-600Santana do Parnaiba 103.5 
146.670-600Ribeirão Preto   
146.670-600Paranapiacaba 88.5 
146.670-600Campinas 82.5 
146.690-600Rio Claro   
146.690-600VotuporangaPY2KAZ Ativa
146.690-600São Carlos  (Policia)
146.690-600São Paulo CapPY2REP Ativa
146.700-600Birigui   
146.710-600Cubatão   
146.710-600CampinasPY2WV82.5 
146.710-600Piquete   
146.730-600São Pedro 77.0 
146.730-600Peruibe   
146.750-600GuarulhosPY2KBI71.9Ativa
146.770-600Valinhos 82.5 
146.790-600Presidente Prudente   
146.790-600Joanópolis   
146.790-600VotorantimPY2KAS123.0 
146.810-600Campinas   
146.810-600Barirí   
146.810-600MorungabaPY2KCE  
146.830-600Cantareira - Mairiporã 91.5 
146.830-600Botucatu 67.0 
146.830-600Marilia 82.5 
146.850-600Baruerí 103.5 
146.850-600Santos 103,5 
146.850-600Baurú   
146.870-600Ilha Bela 141.3 
146.870-600CampinasPY2KAA82.5 
146.890-600Campos do JordãoPY2KES79.7 
146.890-600São Paulo - Cap   
146.890-600Araras   
146.910-600Graça   
146.910-600PedregulhoPY2KPD82.5 
146.910-600Serra Negra 82.5Ativa
146.930-600Batatais   
146.930-600AltinópolisPY2KAO123.0Ativa
146.950-600LimeiraPY2KCK71.9Ativa
146.950-600Mantiqueira   
146.970-600E.S dos Pinhais 82.5 
146.970-600Mogi das Cruzes 71.9 
146.970-600Avaré   
146.970-600Bragança   
147.000+600São Paulo - Penha 123.0Ativa
147.000+600CampinasPY2KFM77.0Ativa
147.000+600MauáPY2KEK Ativa
147.000+600Jaú 77.0Ativa
147.030+600Casa Grande   
147.030+600Guarujá   
147.030+600Sorocaba   
147.030+600Pindamonhangaba   
147.030+600Votorantin 156.7 
147.060+600Indaiatuba   
147.060+600Paranapiacaba   
147.060+600Cubatão 127.3 
147.090+600Japi 103.5 
147.090+600BJ dos Perdões 71.9 
147.090+600Bocaina 82.5 
147.120+600São Paulo - Cap   
147.120+600Campinas   
147.120+600Valinhos 100.0 
147.150+600Cantareira - Mairiporã   
147.150+600Itapeti   
147.150+600Piquete   
147.180+600Mogi das Cruzes 123.0 
147.180+600Botucatu   
147.210+600São Paulo - Cap 88.5 
147.210+600Itaquera   
147.210+600SM Arcanjo   
147.210+600São PedroPY2SSB  
147.210+600GuarujáPY2KAT88,5 
147.240+600São Paulo - Paulista 110.9 
147.240+600São J. da Boa VistaPY2KCM77.0 
147.270+600Limeira   
147.270+600São Paulo - Cap   
147.300+600São Paulo - Cap 74.4 
147.300+600Limeira   
147.330+600São Paulo - Cap  Ativa
147.330+600Itapetininga   
147.330+600Caieiras 123.0 
147.330+600SF dos SulPY2KCH  
147.330+600Cantareira - Mairiporã 107.2 
147.360+600SR do P QuatroPY2KSR82.5Ativa
147.360+600CantareiraPY2KSM123.0Ativa
147.360+600Santa Fé do SulPY2KCH Ativa
147.390+600Cantareira - Mairiporã 123.0 
147.390+600São Paulo - Paulista 107.2 
147.390+600São J. do Rio Preto   
224.020-1600Campinas 82.5 
224.780-1600Campinas   
224.860-1600Campos do JordãoPY2KEN79.7Ativa
436.000-5000Mogi das Cruzes 94.8 
438.200-5000SR do P QuatroPY2KJR74.4Ativa
438.300-5000CantareiraPY2KSM123.0Ativa
438.350-5000Joanópolis 91.5 
438.500-5000Mogi das Cruzes 123.0 
439.100-5000JapiPY2KJA100.0Ativa
439.550-5000AmericanaPY2KJF151.4Ativa
439.550-5000Santos (link Campinas)   
439.600-5000ParanapiacabaPY2KSA Ativa
439.700-5000SJB Vista 100.0Ativa
439.800-5000CampinasPY2KDP Ativa
439.850-5000Campos do JordãoPY2KES79,7Ativa
439.850-5000VotorantimPY2KBT Ativa
439.950-5000LimeiraPY2KCK71.9Ativa

Sub tom

Conheça o sub tom

Como Funciona
O sistema é baseado em um tom contínuo de baixa freqüência, que é injetado direto no modulador de áudio do transmissor. O circuito que gera esse tom (Tone, Subtom, PL ou qualquer outro nome) é conhecido como encoder. Por outro lado, o receptor precisará de um circuito decoder de CTCSS instalado antes dos circuitos de amplificação de áudio (discriminador) para detectar a presença desse sinal. Uma vez detectado a presença do subtom da frequência correta, um circuito de chaveamento irá desempenhar alguma função, podendo ser a liberação do mute do rádio ou sinalizar um estado lógico de saída.
Em equipamentos comerciais, como os da Motorola GM300 ou M120, o subtom é realmente inaudível, pois existem filtros que permitem apenas que freqüências de voz (300Hz a 3000Hz) sejam amplificadas pelo estágio de áudio.  Já a maioria dos equipamentos fabricados para radioamadores não tem esses filtros, resultando na passagem de freqüências bem mais baixas, e com isso o subtom acaba sendo ouvido. As vezes o som do subtom é confundido como o som de fontes mal filtradas, mas na realidade é o subtom que não está sendo filtrado como deveria. As vezes seu nível está muito alto, o que também acaba ajudando a ser percebido na recepção.
A faixa de freqüência utilizada vai de 67.0 Hz até 254.1Hz. Sendo que quanto mais baixa a freqüência utilizada,  menor a chance de ouvi-lo. Por isso quase todas as repetidoras utilizam a parte baixa dos subtons disponíveis. Veja na tabela as freqüências atribuidas ao CTCSS:

Um Porteiro Eletrônico
O subtom nos permite escolher quais sinais serão ouvidos em nosso receptor. Quando ativamos o Tone Squelch de um rádio, ele ficará em silêncio. Somente sinais com o subtom correto conseguirão passar pelo circuito de amplificação e chegar ao alto-falante, todos os outros sinais serão ignorados. Eles ainda estão lá, mas não serão ouvidos. Quanto ativamos o Tone Squelch, o rádio passará a se comportar como se fosse uma repetidora subtonada. Mas por que iríamos querer limitar os sinais que chegam ao nosso receptor? Temos 4 boas razões para isso:
Limitar o Acesso
No passado, os mantenedores das repetidoras usavam o subtom para restringir o acesso apenas aos integrantes do grupo. Como os rádios não tinham o encoder de fábrica, eles eram instalados nos rádios e apenas quem os tivessem poderiam acionar a repetidora. Pela dificuldade de se comprar um encoder na época, só os sócios do grupo usavam a repetidora, que na maioria das vezes também era equipada com um autopatch para ligações telefônicas. Isso bem antes do advento do celular é claro. Hoje em dia quase ninguém mais usa o subtom por esse motivo, pois os rádios atuais não só já têm o encoder, mas em muitos casos são equipados com um decoder, que pode fazer a varredura e mostrar o subtom no display do rádio. Para isso basta monitorar o sinal na entrada da repetidora, já que nem todas as repetidoras retransmitem o subtom.
No entanto, o subtom ainda é uma boa maneira de limitar o acesso a outros dispositivos, como autopatches, estações remotas, ou rádios operando como repetidora cross band (função que quase todo rádio dual band têm hoje). Dessa forma apenas as pessoas autorizadas usarão o sistema. O subtom quando usado em conjunto com uma senha DTMF é bem mais efetivo na tarefa de limitar o acesso. Na realidade algumas repetidoras “fechadas” exigem, além do subtom correto, o envio da senha correta em DTMF para ativá-las.
Compartilhamento de Freqüência
No caso de um radioamador estar numa área onde duas repetidoras de mesma freqüência se sobrepõem, o subtom poderá ser de grande ajuda. Toda vez que esse radioamador transmitir, acionará as duas. Ele estará falando em uma delas, mas vai atrapalhar a vida de quem está escutando a outra freqüência, que o ouvirá apenas uma parte do QSO. Com as duas repetidoras usando subtons distintos, apenas a escolhida será acionada. O subtom também pode ser muito útil para grupos que operam simplex, pois é muito comum outros grupos nas proximidades, compartilhando a mesma freqüência, receber sinais indesejados. Se cada grupo usar um subtom distinto, e todos os integrantes ativarem o Tone Squelch, não terão mais problemas.
Interferências em Repetidoras
Talvez o uso mais nobre para o subtom seja nos casos de interferências nas repetidoras. Essas, normalmente, disputam um cantinho em cima de morros altos, quase sempre cheio de antenas de transmissão de rádios broadcasting, TV, celular e mesmo outras repetidoras de serviços privados. O resultado disso é um espectro totalmente saturado, onde batimentos e interferências quase sempre ficam andando pelo espectro e regularmente passam pela entrada da repetidora, que se não for subtonada, vai disparar constantemente, podendo tornar a vida radioamador que mantém escuta nessa freqüência um verdadeiro inferno.
Chamada Seletiva
As vezes você quer ser um pouco seletivo sobre os sinais que recebe, você quer estar disponível para os amigos mas não quer ficar ouvindo o chato que fica bipando a repetidora a cada 2s, ou não quer ter sua atenção desviada com o bate papo que está acontecendo na repetidora. O subtom é a solução para esse caso. Usando um rádio que tenha o recurso de Tone Squelch, basta combinar com os amigos o subtom que você programou e pronto, só ouvirá as chamadas que forem para você. Isso é muito útil, pois nem sempre você quer ser interrompido em suas atividades, mas quer ser encontrado pelos amigos. Essa técnica normalmente funciona melhor em operações simplex, pois nem todas as repetidoras retransmitem o subtom que está entrando. Faça um teste antes para saber se a repetidora de sua cidade deixa o subtom passar.
Tenha em mente que Tone Squelch ativado só fará o seu receptor bloquear a recepção de sinais sem o subtom correto, mas eles continuam passando pela repetidora, você só não os ouve. Um erro comum é achar que porque está usando subtom outras pessoas não ouvirão o que fala. Todos ouvirão, pois subtom não é scrambler (embaralhador), é apenas um tom inaldível adicionado a sua transmissão que permite ser decodificado do outro lado para acionar uma repetidora ou abrir o som de um rádio com Tone Squelch ativado.
Conclusão
Usar ou não o subtom? Você é quem vai decidir. Existem pessoas que são totalmente contra o uso do subtom, pois alegam que repetidoras fechadas são ilegais. Eu particularmente acho que esse argumento já foi por água abaixo, uma vez que todo rádio, hoje em dia, vem com o encoder, e talvez até com o rastreador de subtom. Quem será impedido de usar uma repetidora por ela estar subtonada?
Se você vive numa área onde duas repetidoras compartilham a mesma freqüência, se você mantém uma repetidora que está num local cheio de interferências, se você não quer ter sua atenção desviada a todo momento com os bips da repetidora que você mantém escuta, se você quer ser encontrado pelos seus amigos e ainda assim ter o sossego de poder trabalhar em silêncio, o subtom é a solução que procurava.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Curiosidades

Curiosidades
Frequência : Determina o tamanho da bobina ou dos seus
elementos, que dependerá da frequência que ela trabalhará
(diz-se estar em corte). Cada antena construída, precisa estar
na frequência desejada para um melhor rendimento e sem
riscos de danos posteriores no transmissor.
Impedância : Para cada tipo de antena, existe um tipo de
impedância. Antenas de televisão, são fabricados com
impedâncias de 75 e 300 ohms. Para os Radio Amadores, as
antenas são fabricadas geralmente com impedância de 50
ohms, alguns tipos de antenas, necessita de linha de
transmissão (o cabo ) em 75 ohms.
Direção : Determina uma direção da transmissão e recepção
desejada ou específica eliminando as áreas indesejáveis.
Antenas construídas com direção determinada, são chamadas
de antenas direcionais e podem ser horizontal ou
verticaldependendo da sua frequência de corte e preferências
de uso. Antenas diretivas, são muito usadas geralmente para
armar repetidoras quando se está a grandes distâncias, fazer
contatos familiares e DX ( contatos interestaduais ou para
outros países ).
Polarização : As estações de rádio em comunicação devem
possuir as suas antenas fixadas na mesma polarização pois é
muito difícil haver um bom contato entre estações que usam
antenas com polarizações diferentes. Dependendo do tipo de
uso do transceptor e da frequência usada, a antena pode estar
na posição vertical ou horizontal. Em frequências baixas,
pode-se aproveitar as propagações da ionosfera para contatos
interestaduais ou até internacionais e nesse caso as antenas
deverão estar no sentido horizontal pois as ondas de rádio que
conseguem trafegar e refletir na ionosfera, estarão apenas
nessa polarização. Em outros casos quando a frequência
usada é muito alta (acima de 70 mhz), faz se necessário o uso
de antenas na posição vertical para contatos locais entre várias
estações ou para "armar" uma repetidora distante pois a
propagação na ionosfera é muito fraca ou não existe e a
ausência dos ruídos das baixas frequências estimula a
construção de estações repetidoras em morros altos. Antenas
parabólicas, também usam no seu alimentador, polarizações
verticais e horizontais. As antenas cúbica de quadro
(conhecidas como quadra cúbica) são consideradas como as
melhores da atualidade, principalmente porque elas possuem
altos ganhos e capacidade de dupla polarização ao mesmo
tempo.
R.O.E : Relação de ondas estacionárias, é a quantidade de rf
que retorna da antena e fica estacionado no transmissor. Isso
acontece quando a antena está mal sintonizada, está muito
baixa, próximo de obstáculos, fora da impedância ou apresenta
algum erro de montagem. Quanto maior o desajuste ou seu
erro, maior será o retorno e as possibilidades de queima do
transistor principal do transmissor. Um medidor de R.O.E deve
ser usado para que se possa detectar esse erro possibilitando
o ajuste correto da antena na frequência ou seu conserto
obtendo assim um R.O.E 1:1,1 (diz-se 1 por1). É muito
importante saber que um medidor de R.O.E é um pequeno
aparelho que somente mede as relações de retorno da antena e
não um aparelho que conserta isso. Se for constatado uma
antena com muito retorno, significa que alguém terá que ir até
ela e corrigir os erros.
Propagação :
Para a alegria dos aficionados em rádio, existe na natureza, um
elemento que envolve nosso planeta responsável pela reflexão
de certas frequências de rádio funcionando como um satélite
natural permitindo que as emissões de rádio, alcançam
distancias intercontinentais. Aionosfera é a terceira camada
acima do solo terrestre entre 80 a 400 km formada de diversos
elementos ionizados enriquecidos pelas atividades solares com
variações a cada hora do dia que determina o que chamamos
de propagação. Graças a ela, é possível fazer contato com o
Brasil e algumas partes do mundo. A ionosfera, pode refletir
com eficiência, frequências que vão de alguns khz até 70 mhz,
mas dependendo de certas condições raras ocorre reflexões
eficientes de até 100 mhz.
Modulação :
Muita confusão é feita por causa do que se diz hoje em dia com
relação a tipos de modulação e frequências. Quando se diz FM,
logo se pensa em um rádio que toca músicas em estéreo e o
mesmo com o AM que logo se faz pensar em radinho de pilha
para ouvir futebol, notícias etc... .
FM e AM na realidade são 2 tipos de modulação de portadora
bem diferentes um do outro e pouco tem a ver com as
frequências que elas modulam, mas há certas preferências com
relação a modulação x frequências que acabou por causar essa
confusão como usar AM (amplitude modulada) geralmente em
frquências baixas e FM (frequência modulada) em freqûencias
altas. Mas isso não quer dizer não é possível usar modulação
em AM em transmissores de frequências altas e vice-versa. Os
exemplos estão nos rádios de aviação que operam entre 110 a
136 mhz modulando em AM e a faixa do Cidadão (PX)
possuindo rádios que operam em 27 mhz e modulam também
em FM.
Aquele rádio que toca músicas em estéreo, é na realidade um
rádio de VHF porque as emissoras que ele sintoniza,
transmitem entre 88 a 108 mhz (faixa do vhf ) e o radinho de
pilha que ouve futebol e notícias, é um rádio LF porque as
emissoras que ele recebe, estão nas frequências de 640 khz a
1.6 mhz (faixa do LF).
A tabela abaixo mostra as preferências de modulação em
relação as frequencias de operação mas isso não quer dizer
que deve ser exatamente assim. É possível que alguns
transceptores que operam acima de 300 mhz, possa estar
modulando em AM e transceptores operando abaixo de 3 mhz,
modulando em FM.
Casador de impedância :
Quando a impedância da antena não casa com a impedância do
cabo, evidentemente a antena não responderá corretamente ao
sistema oferecendo muitas perdas a cada metro do cabo e uma
estacionária (R.O.E) muito acima do aceitável colocando o
transceptor em risco de algum problema futuro. A solução
correta para esses casos é a manutenção da antena e calcular
o tamanho do cabo para que este tenha a menor perda possível
a cada metro. Só que existe alguns casos que impede qualquer
tipo de manutenção como o tempo muito ruim, altura arriscada,
possuir um rádio de muitas frequâncias sendo inviável o uso
de uma única antena ou usar amplificadores lineares (botinas)
sem ajuste na entrada. Nesses casos, uma alternativa é usar
um pequeno aparelho de montagem simples e que não
necessita de energia de uma fonte de voltagens para funcionar
corrigindo os problemas de casamento errado entre o cabo e a
antena conhecido como casador de impedâncias que é capaz de
ajustar no caminho do cabo as diferenças de impedâncias com
a antena protegendo o rádio de uma possível queima de
transmissão. Com ele é possível ter um rádio de muitas
frequências e praticamente um sistema irradiante ajustada para
todos os canais do rádio sem se preocupar com R.O.E alto,
ajustar a impedância de entrada dos lineares, usar antenas
provisórias e muitos outros usos. Mas ele não é a solução
perfeita de uma estação de radioamador pois se uma antena
apresenta R.O.E alta, ela não esta cortada na frequência certa
ou tem algum erro sério, isso significa que a antena está
apresentando muitas perdas de ganho efetivo e mesmo usando
um casador de impedâncias e ajustando a R.O.E, essas perdas
não serão corrigidas mesmo com os medidores indicando
baixa estacionária, na realidade a antena continua errada e o
problema deve ser corrigida nela.
Ondas curtas :
Na realidade, as antigas ondas curtas captadas pelos rádios de
várias faixas de ondas e RadioAmadores LF, são hoje em dia
ondas bem compridas. São frequências entre 1800 khz a 21
mhz cobrindo ondas de 180 metros a 15 metros (essa largura é
aproximada e depende da banda de captação de cada modelo e
marca de rádio) Se comparados ao tamanho da onda dos
rádios 0,chamados MW que sintonizam entre 560 khz a 1600
khz cobrindo as ondas de 470 a 180 metros, são realmente bem
curtas. Mas hoje sabemos que o tamanho das ondas nas
frequências de RadioAmador na faixa do VHF em 144 mhz,
atinge a casa dos 2 metros, a faixa de UHF em 440 mhz chega a
centímetros. As frequências dos satélites estão em torno de
12000 mhz ( 12 ghz ) e as Microondas então ? Só vendo no
microscópio.
O cabo :
Muito se pergunta sobre o cabo da estação a ser usado como o
seu tamanho e melhor tipo. Inicialmente o cabo deve ser o de
melhor qualidade e seu tamanho deve ser o menor possível
mas existem cálculos que respeitam a cada tipo de cabo para
que usando um tamanho correto, ocorra a menor perda
possível por metro usado. Quando a quantidade do cabo
consegue interferir em uma indicação de R.O.E, significa que a
antena também está fora da sintonia ou de impedância e o cabo
influi nesse erro podendo até ser corrigido ajustando seu
tamanho (cortando o cabo para ajustar R.O.E) mas somente a
antena é responsável pelas frequências e o cabo é apenas a
linha de transmissão que geralmente é o mesmo para vários
tipos de antenas nas mais variadas frequências. Isso significa
que quando o seletor de canais é movimentado, somente a
antena percebe a troca da frequência e o cabo não. O resultado
disso é a antena sintonizada com R.O.E baixo em uma escala
muito curta de frequências (menos canais).
Para obter o melhor rendimento em uma estação e
consequentemente um R.O.E baixo em um número maior de
canais, vai abaixo os cálculos a ser usado para cada tipo
específico de cabo.
Antenas móveis :
Depois de comprar uma antena móvel, na realidade foi
comprada apenas uma parte da tão esperada estação móvel. A
outra parte é o próprio carro. Quero dizer que essas antenas
precisam da lataria do carro para funcionar. Ao efetuar a
colocação de uma antena móvel, esta inevitavelmente deverá
estar em contato diretamente com a lataria do carro junto ao
elemento negativo que veio com a antena (parafusos de
fixação) e nunca usar fios ou cabos para esse tipo de contato.
Alguns carros possuem estrutura em fibras de vidro que
impossibilitam o uso dessas antenas. Outros carros possuem
lataria em demasia (carros grandes) obrigando a uma pequena
redução da vareta. As antenas "maria-mole", geralmente é
presa no "pára-choque" a qual metade dela faz paralelo com a
traseira do carro destruindo sua forma de funcionamento.
É totalmente errado prender antenas móveis em grades de
janelas, torneiras de água, geladeiras etc... O uso dessas
antenas em estações base, é possível mas deverá ser feito um
"plano de terra" para elas (construir uma base de metal com 3
ou 4 elementos de 2m,70 cm cada).
Antena fantasma ou Carga fantasma simples:
Essa montagem estranha descrita no esquema abaixo,
funciona como uma antena comum com ROE 1:1 em qualquer
frequência possibilitando qualquer tipo de teste a
transmissores ou botinas sem causar interferências em
qualquer aparelho mesmo muito próximo. Consiste em uma
lata razoavelmente grande (lata de leite em pó) com um único
conector fêmea para antenas de transmissão instalada em um
dos lados e contendo em seu interior alguns resistores de
carvão de 2 watts cada ligados em paralelo e muita areia para
dissipar o calor. O conjunto depois de montado, passa a ter a
capacidade de suportar RF até 500 watts.
É muito importante lembrar que os resistores de fio não podem
ser usados nessa montagem, daí o uso de resistores de
apenas 2 watts que são de carvão ou de outro material.
Essa carga fantasma já pronta, também pode ser facilmente
encontrados nas lojas de antenas para o Rádio-Amador mas
sua montagem é tão simples que fica melhor ter o prazer de
montar um quase sem gastar nada.
TVI (TV interferência) :
Um dos assuntos mais complicados e de grandes
aborrecimentos que envolve o RadioAmador é sem dúvida
nenhuma o que chamamos de TVI ( interferências em algum
aparelho eletrônico provocado pelo transmissor ). Embora um
receptor de TV possua muita sensibilidade capaz de captar
sinais de transmissores próximos, os aparelhos de TV da
atualidade, vem de fábrica com filtros capazes de impedir a
entrada de outras frequências que não sejam as que o aparelho
está projetado para captar e portanto quando a interferência
acontece, significa que a coisa está séria e aquele "filtrinho"
colocado na antena do receptor certamente não vai resolver o
problema pois a RF que está "vazando" do transmissor até a
casa da "vítima", possui intensidade suficiente para que isso
seja levado bem a sério. A antena do Radio Amador com R.O.E
1:1, elimina apenas um dos muitos motivos que causam as
interferências e portanto essa antena não está livre de poder
ser a grande culpada de tudo.
Um dos fatores que mais provoca o TVI é a geografia do local
onde uma ou ambas das partes está localizado possuindo
muito próximo um morro alto, uma casa com telhado de zinco,
muitos fios elétricos de alta tensão um prédio etc.. que
contribuem com uma fortíssima reflexão interferindo até
mesmo em telefones, rádios, decodificadores de satélites etc...
ou até mesmo em geladeiras, liquidificadores, chuveiros
elétrico e outros aparelhos.
A solução exata para resolver esse problema, pode não estar
na manutenção das antenas da TV, na antena do transceptor
colocando-o com estacionária baixa ou resolvendo os
problemas de casos isolados como o som, telefones, rádios
etc... e sim na eliminação total da "carga" de RF que a estação
do RadioAmador está injetando na casa do interferido e para
eliminar essa carga, devemos :
Trocar o tipo de antena: Isso não quer dizer que a antena usada
é um tipo que provoca interferências mas um tipo que não pode
ser instalada naquele local. Convém lembrar que essa antena
pode ser a solução de um outro local. As vezes uma simples
troca de localização da antena no telhado, pode ser a solução
definitiva do problema.
Levantar mais alto a antena: Uma antena tem seu
funcionamento mais acentuado quando ela está instalada em
local alto. Isso impede também dessa antena refletir em
obstáculos próximos.
Usar cabos de qualidade: Os cabos grossos e os celulares, são
perfeitos nesses casos mas existem muitos tipos de cabos
comuns que possuem blindagem acirradas e são de boa
qualidade.
Fica claro que é necessário a colocação de filtros na antena do
transceptor para barrar os harmônicos da frequência central
mas a finalidade principal é demonstrar que se está fazendo
algo para resolver o problema. As vezes colocando certos
filtros baratos como os vendidos em ambulantes (camelôs) é
uma solução simples que pode resolver de vez o problema,
mas sempre é bom prestar atenção nas dores de cabeça que
essa simples ou outras interferências pode trazer
principalmente se o interferido ser um tipo de pessoa que sofre
de problemas psicológicos necessitando um contato pessoal o
mais pacífico possível mesmo que isso seja difícil de se fazer.
Escrito por Antônio do Méier.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

EM-400 Motorola

O rádio móvel industrial EM400 oferece uma ampla gama de importantes funções destinadas a aumentar o desempenho de suas operações comerciais. Entre estas funções podemos mencionar: rastreamento de dupla prioridade, que permite aumentar a frequência de monitoramento de um determinado canal, 32 canais para organizar grupos de conversação com facilidade, diversas funções de sinalização para troca oportuna de comunicações, quatro botões que permitem programar até oito das funções mais usadas para serem acessadas ao pressionar um botão e tela alfanumérica com ícones de fácil compreensão que fornecem informações sobre o estado das funções, tais como, alta/baixa potência e intensidade do sinal recebido.

Controles grandes 
Adequado para todos os usuários, inclusive os que usam luvas.

Botões programáveis
Quatro botões oferecem aos usuários a escolha de até oito funções inovadoras.

Indicadores luminosos de LED e tela numérica 
Mantêm visível a informação e o estado do rádio.

Alto-falante 
Voltado para a frente em vez de direcionado ao alto para máxima clareza.

Flexibilidade de canais 
Funciona sobre uma seleção de 32 canais.

Códigos de privacidade 
Melhora a segurança através de 42 códigos de sub-tom analógicos e 84 códigos digitais .

Quik CallTM e sinalização de MDC1200 
Opera nestas sinalizações que permite o envio do PTT-ID e, permite receber alerta de chamada e chamada seletiva em Quik Call, dentre outros recursos.

Funções e Características

• Alerta de chamada (envio / recepção)
• PTT-ID (envio / recepção)
• Inibição seletivado rádio (recepção)
• Chamada seletiva (envio / recepção)
• Verificação do rádio (recepção)
• Emergência (envio)
• Eliminação de canal ruidoso
• Varredura com dupla prioridade
• Bloqueio de canal ruidoso
• Repetidor / Comunicação direta
• Compressão de VOX (X-pand)
• Transmissão Interna ativada por voz (VOX)
• Limitador de tempo de transmissão
• CSQ/PL/DPL
• Escalert
• Sinalização MDC-1200 (envio - recepção)
• Sinalização Quick-Call
• Sinalização DTMF (envio)
• Power TX 45 watts @ 13,8Volts

domingo, 13 de setembro de 2015

Voyager VR 78



Rádio AM/FM Voyager VR78 PLUS

  • O Rádio Amador Voyager VR-78 Plus Multi, é compacto e tem uma grande performance. É produzido com materiais de alta qualidade e desenhado para garantir uma vida útil longa sem problemas de performance. Possui 40 canais com 10 frequências em cada um dos canais, totalizando 400 frequências diferentes, variando de 25.615 até 30.105 Mhz, através sintetizador PLL que possibilita uma recepção mais limpa com menor índice de ruídos devido a sua sintonia “fina”.
  • Trabalha com tensão de 12V e possui microfone com botão de transmissão, seletor manual de canais para cima e para baixo e Modo AQS.
  • Sua saída de áudio para recepção é de 2 watts @ 8 Ohms com distorção menor que 8% @ 1 KHz, Sua potência de saída para transmissão é de 4 watts @ 13.8V DC.
  • Trabalha com frequências AM/FM. Conforme manual do fabricante.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Gírias do PX

6 ROLAMENTOS - Caminhão toco
10 ROLAMENTOS - Caminhão truck
14 ROLAMENTOS - Carreta 2 eixos
18 ROLAMENTOS - Carreta 3 eixos simples
22 ROLAMENTOS - Carreta 3 eixos trucado
26 ROLAMENTOS - Bitren
44 ROLAMENTOS - Treminhão
51 - Aperto de Mão
55 - Desejar Felicidades
73 - Abraço
88 - Beijos
144 - Dormir
146 - WC Sanitário

ACOPLAMENTO - Reunião
ÁGUA DE ELOQUENCIA - Cachaça
ANA MARIA (AM) - Amplitude Modulada
ANEL - Primo
ANZOL - Polícia Rodoviária
APARATO - Rádio
AREIA DOCE - Açúcar
AREIA SALGADA - Sal
ASA DURA - Avião
ATRÁS DO TOCO - Só Ouvindo

BAILARINA - Caneta
BAIXA FREQUÊNCIA LINHA DE 500 - Telefonema
BALAIO DE GATO - Bagunça no QRG (Na Frequência)
BANDA LATERAL - Rádio com as modalidades LSB e USB
BANHEIRA - Mar
BARRA MÓVEL - Automóvel
BARRA NÁUTICA - Barco
BARRACÃO DE ZINCO - Caminhão baú
BASQUETE - Trabalho
BATENTE - Trabalho / Serviço
BATER POEIRA - Tomar banho
BATON A BATON - Pessoalmente (Ela / Ela)
BICORAR / MODULAR - Falar
BIGODE A BIGODE - Pessoalmente (Ele / Ele)
BIGODE A METRO - Pessoalmente
BIGODEIRA - Interferência, Batimento
BIÔNICA - Estação Sofisticada
BOBO - Relógio
BOMBA D’ÁGUA - Melância
BOTINA - Amplificador de RF
BOTINA BRANCA - Médico
BOTINA PRETA - Policia Militar
BREAK - Solicitação de QRG (Frequência Exata)
BRUXA - Ventania

CAIXA DE ABELHA - Televisão
CAIXINHA PRETA - Rádio Transmissor
CÂMBIO ESPADA - Mensagem Longa
CANALETA - Canal
CAPACETE - Sogro
CARGA PESADA - Caminhão
CARGA PESADA BONEQUINHA - Ônibus
CARVÃO - Esposo
CARRAPATO – Caroneiro / Penetra
CASA DE BEIJO - Motel
CENTELHA - Neto
CHÁ DE PERIQUITO – Chimarrão / Mate
CHÁ DE URUBU - Café
CHAPEU DE SCACK - Telhado
CHICLETE DE BURRO – Milho
CHUCRUTAR - Aumentar os Canais
CHUVA ARTIFICIAL - Banho
COMER BARBANTE - Esperar
COPIAR - Escutar
CORUJA - Escuta
CORUJANDO - Só Ouvindo
COWBOY DO ASFALTO - Fera no Volante
CQ - Chamada Geral
CRISTAL - Esposa
CRISTALINA - Filha
CRISTALISSIMA - Mãe
CRISTALOGRAFIA - Família
CRISTALÓRDE - Filho
CURTO CIRCUITO - Briga

DEDO DURO - Tacógrafo
DIAMANTE - Pai
DINAMITE - Cachaça / Pinga
DOIS METROS HORIZONTAIS - Dormir
DUCHA - Tomar Banho
DX - Contato Distante fora do estado ou país

ESPARADRAPO - Irmão
ESPIRAS - Anos

FEIJÃO QUEIMADO - Amante
FEITICEIRO - Técnico de Rádio
FILAMENTOS - Ligar Desligar Rádio
FIO MARAVILHA - FM
FUNDO DE POÇO - Sinal Fraco

GELADEIRA DEITADA - Caminhão Frigorífico
GORDURAMES - Comida
GRÃO DE OURO - Soja
GREGA - Viagem

LAMBARI - Estação Fraca
LSB – Levanta a Saia Baiana
LILICO - Botina / Butinear
LOURA SUADA - Cerveja

MACACO PRETO - Telefone
MACANUDO - Colega / Camarada / Amigo
MALA DE NAVIO – Contêiner
MAMADEIRA DE GIGANTE - Caminhão Tanque
MARIA CHORONA - Cebola
MODULAR - Falar
MOSCA BRANCA - Zona de Silêncio
MUNHECA DE PAU - Operador Novato
MUNHECADA - Mancada / Erro
MUSIQUEIRO - Rádio AM FM

ORELHA - Vizinho
OURO LIQUIDO - Diesel
OURO NEGRO - Pneu

PAÇOCA AREIA - Caçambeiro
PAPAGAIO - Rádio AM/FM
PAPAI NOEL - Dentel
PARA-RAIO - Sogra
PÉ DE BORRACHA - Carro
PÉ DE FERRO - Trem
PÉ DE PATO - Barco
PÉ DE SOLA - A Pé
PERNETA – Colega
PETROLEIRO - Posto
PICA-PAU - Manipulador / Telegrafia Linguagem
PIPOCA - Afilhado
PIRAMBEIRA – Sair / Desligar
PITIMBADO - Doente / Quebrado
PORTADORA - Transmissão Sem Áudio
PRIMEIRÍSSIMA - Mãe
PX-MAIOR - Deus

QHT DE DESCANSO - Residência
QTO - Sanitário

RECO-RECO NAS COSTELAS - Abraço
ROGER-ROGER - Câmbio
RR SANTIAGO - Sinal

SHACK - Local de Estação
SHAMPOO DE MACACO - Óleo Preto
SOLTAR A RÉDEA - Acelerar
SUCO DE BEIJA-FLOR - Flor
SUCO DE CONFUSÃO - Bebida Alcoólica
SUCO DE PICA-PAU - Madeira
SUCO DO CAPETA - Produto Químico
SUPER DEDO DURO - Rastreador

TAPETE BRANCO - Papel
TAPETE CAIPIRA - Estrada de Barro
TAPETE PRETO - Asfalto
TEREZINHA VASCONCELOS - Televisão
TKS - Obrigado
TRAPIZUNGA - Aparelho de Transmissão
TUBARÃO - Estação Forte
TURMALINA - Namorada

USAR BINÓCLO - Contato Distante
USB - Urubu Sai de Baixo

VAGALUME - Farol
VARA DE PESCAR - Antena PX
VERTICAL - Conversa Pessoal
VITAMINA DE MINHOCA - Barro

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Modulação em banda lateral única

Modulação em banda lateral única

Banda Lateral Única é um modo de emissão em rádio obtido a partir da supressão da portadora e de uma das bandas.

Quando um sinal de áudio é aplicado a uma portadora obtém-se como produto a soma da freqüência aplicada e da portadora e obtém-se a diferente entre as duas. Dessa forma são geradas as duas bandas laterais inferior e superior.

As bandas laterais são as que transportam a informação. Esta informação pode ser música, voz ou qualquer outro sinal aplicado na entrada de modulação do transmissor.

Ao chegar no receptor é realizado o processo inverso para recuperar a informação original.

Na transmissão em banda lateral única, a freqüência principal e uma das bandas são eliminadas, com o uso de filtros adequados, restando apenas a outra banda. Este processo é feito antes da etapa final de potência do transmissor (veja também modulador balanceado).

A vantagem da transmissão em banda lateral única é referente à potência em relação ao alcance.

Compare-se o rendimento de um transmissor com Modulação em amplitude-AM de 100 Watts com um transmissor de Banda Lateral Única de mesma potência.

Em um transmissor AM 50% (50W) é aplicada a portadora. A portadora não carrega nenhuma informação até o receptor. Cada uma das duas bandas laterais leva 25% da potência, ou seja, a outra metade.

Em um transmissor de Banda Lateral Única, todos os 100W da etapa final de potência são aplicados na única banda.

Assim, pode-se dizer que um transmissor de Banda Lateral Única possui cerca de quatro vezes a eficiência de um transmissor de Amplitude Modulada de mesma potência.

Site Relacionado http://50MHz-BR.com
Radioamador: RafaelTM (PU3TZY)

Uma boa conversa no PX

UMA BOA CONVERSA EM PX

 

- Somente comece a falar depois de apertar o PTT (o famoso “Mike”). É sério, mesmo operadores mais experientes, por distração, cometem esse erro e quem está ouvindo não entende nada. Você deve apertar o PTT, esperar 1 segundo e começar a falar.

- Fale devagar e calmo, caso contrário ninguém vai entender você.

- Fale sempre respeitando uma distância de 5 cm entre sua boca e o Mike. Não há necessidade de encostar a boca no Mike, pois isso vai dificultar sua fala e saturar o áudio para quem está ouvindo.

- Gritar é um procedimento que nem sempre resolve, mas falar mais alto pode ajudar.

- Sempre espere uns dois segundos entre o final de uma transmissão e a sua transmissão, isso dá oportunidade para mais alguém pedir para falar.

- Se você quiser participar de uma conversa, aguarde o intervalo entre as transmissões, fale “break”, “oportunidade”, ou simplesmente “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite” e aguarde, logo te chamarão para participar da conversa.

- Nunca interrompa, fale por cima ou fale junto com outra transmissão. A não ser que seja emergência.

- Não use palavrões nem gíria ( a não ser as utilizadas em transmissões de PX), nem brigue pelo PX, lembre-se que não é só você que está ouvindo. Seja educado.

- Sempre que for chamar/procurar alguém no PX, não fale de primeira “Fulano está em QAP?”. Acredite, se o “fulano” não estiver prestando muita atenção no PX, ele não vai atender. Procure chamar duas vezes. Por exemplo: “Atento atento ... “fulano” em QAP ... É “ciclano” chamando .... Fulano em QAP?. Isso ajuda bastante identificando quem está chamando quem.

- Procure não utilizar a canaleta 9, apesar de já ter virado bagunça, ela ainda é a canaleta para emergências.

- Se você está começando agora e tiver oportunidade, fique ouvindo as transmissões de outros operadores (na gíria do PX “corujando”), isso ajuda a você pegar o “esquema” das transmissões.

 

 

RÁDIO CIDADÃO

 

O serviço de rádio cidadão, também conhecido por Faixa Cidadão, CB ou PX, é o preferido do público devido a facilidade de instalação e o baixo custo dos equipamentos.

O tamanho da antena está diretamente ligado à faixa de operação do equipamento, nos veículos as antenas devem ter 2,73 metros de comprimento, o que representa ¼ do comprimento total da onda de rádio, que tem em torno de 11 metros. É a famosa “Maria-mole”, que é vista em jipes e caminhões pelas estradas e trilhas do Brasil. Existem também as antenas bobinadas, que são menores e possuem uma bobina, como o próprio nome indica.

Para operar um rádio PX é preciso que se tenha uma licença, que pode ser retirada (e depois paga) através da internet, no site www.anatel.com.br. Esta licença deve ser renovada todo ano.

 

 

 

RÁDIO AMADOR

 

Este serviço de comunicação é o mais completo à disposição do cidadão comum, entretanto para se obter a licença de operação deve-se fazer um curso sobre ética de operação, Código Fonético e Código Q. Para algumas classes de operação o conhecimento de eletrônica e Código Morse também se faz necessário.

 

CÓDIGO FONÉTICO

 

O código fonético é simples e é utilizado por qualquer pessoa que utilize radiocomunicação. Sua função é facilitar a identificação de letras e palavras em único padrão mundial.

 

A – Alfa

B – Bravo

C – Charlie

D – Delta

E – Eco

F – Fox

G – Golf

H – Hotel

I – Índia

J – Juliet

K – Kilo

L – Lima

M – Mike

N – November

O – Oscar

P – Papa

Q – Quebec

R – Romeu

S – Sierra

T – Tango

U – Uniform

V – Victor

X – X-ray

Y – Yanque

W – Whiskie

Z – Zulu

 

 CÓDIGO Q

 

Já o Código Q pode parecer um pouco mais complicado, principalmente se você tentar decorar a lista completa, que geralmente só é utilizada pelas Forças Armadas.

Para o radioamador e faixa cidadão ela pode ser resumida em uma lista menor.

 

QRA – Nome do operador

QRB – Qual a sua distância

QRG – Freqüência de operação

QRH – Sua freqüência varia

QRL – Estou ocupado. Não interfira

QRM – Interferência de outra estação

QRN – Interferência estática ou atmosférica

QRO – Aumente sua potência (p/ rádio amador)

QRP – Diminua sua potência (p/ rádio amador)

QRQ – Manipule mais rápido

QRS – manipule mais devagar

QRR – SOS terrestre

QRT – Vou parar de transmitir

QRU – Você tem algo para mim?

QRV – Estarei a sua disposição

QRX – Aguarde sua vez de transmitir

QRY – Quando será minha vez de transmitir?

QRZ - Quem me chama?

QSB – Seu sinal varia

QSD – Sua transmissão está defeituosa

QSJ – Dinheiro

QSL – Entendido

QSM – Repita sua última mensagem

QSN – Escutou-me?

QSO – Comunicado, notícia

QSP – Ponte, retransmissão de mensagem para outra estação

QSW – Transmitirei nesta ou em outra freqüência?

QSY – Vou transmitir em outra freqüência

QSZ – Devo transmitir cada palavra ou grupo?

QTA – Anule a mensagem anterior

QTC – Mensagem, notícia

QTH – Qual sua localização exata?

QTI – Qual sua localização aproximada?

QTR – Horas

QTX – Sairei por tempo indeterminado

QUD – Recebi seu sinal de urgência

QUF – Recebi seu sinal de perigo

QAP – Permaneço na escuta

 

 

GÍRIAS NO PX

 

Quando utilizar o rádio, procure não utilizar palavrões ou gírias, a não ser as já utilizadas pelos operadores.

 

Água de eloqüência – Cachaça

Atrás do toco – Só ouvindo

Asa dura - Avião

Anzol – Polícia Rodoviária

Anel – Primo

Ana Maria – AM

Acoplamento – Reunião

Bigodeira – Interferência

Baixa freqüência – Telefonema

Barra móvel – Automóvel

Barra náutica – Barco

Banheira – Mar

Batente – Trabalho

Bicorar – Pedir para falar

Break – Pedir para falar de RF

Botina - Amplificador

Botina branca – Médico

Botina preta – Militar

Bailarina – Caneta

Balaio – Bagunça

Bruxa – Ventania

Bobo – Relógio

Bigode a metro – Pessoalmente

Copiar – Escutar

Capacete – Sogro

Chá de urubu – Café

Canaleta – Canal

Casa de beijo – Motel

Chá de piriquito -Chimarrão, mate

Curto circuito – Briga

Cristalografia – Família

Cristal – Esposa

Cristalina – Filha

Cristalóide – Filho

Carvão – Esposo

Comer barbante – Esperar

Chuva artificial – Banho

Centelha – Neto

Caixa preta – Rádio tansmissor

Coruja – Escuta

Carga pesada – Caminhão

Carga pesada bonequinha – Ônibus

Chucrutar – Aumentar os canais

Dois metros – Dormir

Espiras – Dinheiro

Esparadrapo – Irmão

Feijão queimado – Amante

Fio Maravilha – FM

Feiticeiro – Técnico de rádio

Fundo de poço – Sinal baixo, fraco

Gordurames – Comida

Grega – Viagem

Lilico – Amplificador linear

Loura suada – Cerveja

Levanta a Saia Baiana – LSB

Lambari – Estação fraca

Linha de 500 – Telefonema

Munheca de pau – Operador novato

Modular – Falar

Macaco preto – Telefone

Musquiteiro – Rádio

Mosca branca – Zona de silêncio

Orelha – vizinho

Pé de pato – Navio

Pitimbado – Doente, quebrado

Portadora – Transmissão sem fala

Papai Noel – DENTEL

Pirambeira – Sair, desaparecer

Pipoca – Afilhado

Pica-pau – Manipulador de telegrafia

PX Maior – Deus

Para-raio – Sogra

Primeiríssima – Mãe

Pé de borracha – Carro

Pé de ferro – Trem

Pé de sola – A pé

QTO –Sanitário

Perneta – Colega

Roger – Câmbio

Reco-reco nas costelas – Abraço

Shack – Local da estação

Santiago – Sinal

Trapissuna – Aparelhagem

Turmalina – Namorada

Tapete branco – Papel

Tapete preto – Asfalto

Tubarão – Estação forte

Teresinha Vasconcelos – TV

Urubu Sai de Baixo – USB

Vertical – Conversa pessoal

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Amplificadores Lineares


AMPLIFICADORES LINEARES Linear,ou Amplificador Linear,é um equipamento (podendo ser interpretado como um acessório) que poderá,ou não,fazer parte de uma Estação de Radioamador. A única finalidade deste equipamento é a de amplificar, linearmente,o sinal de Radiofreqüência(RF). Em simples palavras: Um Linear, quando em funcionamento, fornece uma Potência superior à Potência que o transceptor possui. 

TIPOS DE LINEAR Os Amplificadores Lineares podem ser valvulados ou transistorizados,podendo ser automáticos ou não.Costumam ser classificados em: - Pequenos Lineares:os que fornecem até 600/700Watts de Potência. - Grandes Lineares:os que fornecem acima de 1KW(1.000Watts) de Potência. Esta simples divisão justifica-se pela tipologia destes equipamentos que estão disponíveis no mercado. 

ENTENDENDO ALGUMAS ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS. Alguns Radioamadores encontram uma certa dificuldade para interpretarem,corretamente,algumas das informações que constam dos manuais que acompanham os Lineares.Estas dúvidas são compreensíveis até pelo entendimento do idioma,no qual foi escrito o manual. Teoria à parte,resumem-se as especificações técnicas mais significativas,em:

A) POTÊNCIA DE SAÍDA VERSUS POTÊNCIA DE ENTRADA. No manual de um Linear,no tocante à Potência de Entrada("Rated Plate Input" ou "Power Input" ou "Final Power Input" ou "Plate Power Input"),levar em consideração a equação abaixo,onde: P(out)= P(in) x 0.6 Potência de Saída = Potência de Entrada x 0.6 A Potência de Saída("Power Output"),que é entendida como a eficiência nominal de um Amplificador Linear,será 60%(sessenta por cento)da Potência de Entrada("Power Input"). Exemplo: No manual de um determinado Linear vem escrito que o "Final Power Input" é 1KW CW RTTY(2KW P.E.P. SSB). Pergunta:Qual é a Potência de Saída deste Linear? Aplicando a equação,vem: P(out)= P(in) x 0.6 P(out)= 1KW x 0.6 então: Potência de Saída = 600Watts CW RTTY ou: Potência de Saída = 2KW x 0.6 onde: Potência de Saída = 1.200watts P.E.P. SSB ou seja: Este suposto Linear fornece 600Watts em CW ou 1,2KW em SSB.

B) TENSÃO DE PLACA E CORRENTE DE PLACA. Considerar a equação abaixo para obter,do Linear,os valores que o fabricante estabelece: P(in)= Vp x Ip sendo: P(in)= Potência de Entrada Vp= Tensão de Placa(DC VOLT) Ip= Corrente de Placa(DC AMP) O Amplificador Linear deverá ser "excitado" pelo transmissor -e sintonizado- de forma a se obter,no mostrador do linear,as leituras de tensão e corrente corretas.

C) "DRIVE POWER REQUIREMENTS" OU "EXCITATION ENERGY REQUIRED" Seria a Potência de Excitacão. Ou seja,é a quantidade de Watts necessárias que o transceptor deverá fornecer para que o Linear irradie sua Potência.Evidentemente que esta Potência não poderá exceder a especificada pelo fabricante.

D) "POWER REQUIREMENTS" Seria a alimentação necessária para que o Linear possa entrar em funcionamento. Normalmente:110Volts ou 220Volts(inclusive 13,8 Volts).

E) "VACUUM TUBES" OU "TRANSMITTING TUBES" OU "TUBES" São as válvulas,que podem ser de vidro ou de cerâmica. A temática que envolve as válvulas(características,potências fornecidas,preço,facilidade ou não para serem obtidas,etc.)são motivo de muitas conversas entre os Radioamadores,notadamente daqueles que possuem ou já possuiram Lineares. 

RELAÇÃO CUSTO BENEFÍCIO
              Atualmente encontra-se,disponível no mercado,Lineares totalmente transistorizados,com Potências baixas(não mais que 400/500/600Watts), isentos de "chaves-de-onda",custos reduzidos, pequenas dimensões e que  não necessitam de sintonias.
              São equipamentos bem versáteis,requerendo baixíssimas
Potências de Excitação(não mais que 40Watts),que não esquentam muito(geralmente providos de ventoinhas)e permitem agilidade no seu manuseio.
              Pelas Potências fornecidas exigem,em
 contra-partida,Fontes Estabilizadas adequadas.Uma boa vantagem é permitir que o
transceptor opere em baixa Potência e,com isso,afastar o problema do super-aquecimento.
              Estes pequenos Lineares requerem pouca manutenção e,em
 caso de pane,os consêrtos e respectivas trocas de componentes não
esbarram na dificuldade da obtenção das peças, principalmente quando o produto é nacional.

QUANDO USAR UM LINEAR? Quando o Radioamador assim o desejar.Porém,o uso de um Linear relaciona-se mais intimamente com contatos a longa distância(DX),em situações quando a freqüência-de-trabalho encontra-se muito ruidosa,na necessidade de superar às perdas na linha de transmissão e na tentativa de poder superar situações de pouca propagação. Nas muitas das vezes o Linear é um dos últimos itens a ser adquirido pelo Radioamador.O emprego de altas Potências pode ocasionar interferências desagradáveis(o que é,sabidamente,proibido)e,por outro lado,a necessidade de Antenas e Baluns que suportem tais Potências,Cabos Coaxiais indicados para isto,bons conectores e a correta tensão fornecida pela rede de distribuição elétrica. Como os Lineares não são obrigatórios,a quase totalidade dos Radioamadores o empregam com muita segurança e com objetivos muito bem definidos. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS Não se deixe impressionar por sinais fortíssimos,oriundos de estações "poderosas"(os "tubarões" ou "patas-de-elefante").Potência ajuda mas,em alguns casos,atrapalha e não se torna necessária. Só faça a manutençao(lubrificação do eixo da ventoinha, limpeza interna,etc.)estando o Linear desligado e desconectado da tomada que fornece a energia elétrica e não permita que "entendidos" o consertem. A Legislação Brasileira permite "Potência Média Máxima" de 1.000Watts(1KW).
Fonte: LEO PY1LJ

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Manutenção em rádios

Para consertar um transceptor, O técnico caprichoso gostaria de gastar seu tempo apenas na descoberta dos componentes danificados, consertar e entregar ao cliente em perfeito funcionamento o mais rápido possível. Mas nem sempre é exatamente isso o que acontece. Problemas como  procurar saber se o cliente está falando a verdade, pesquisar entre componentes importados para obter a peça certa, ser paciente com certos defeitos que acontece somente quando o rádio quer, defeitos que só acontece na antena do cliente (R.O.E alta), ter que usar certas ferramentas especiais para manipular peças tão pequenas que quase já não é possível pegar com as mãos (smd) e principalmente desfazer as bagunças invisíveis dos outros técnicos, são as principais causas que fazem o conserto ser mais demorado que o esperado. Pior ainda é conservar os erros feitos por outros como beeps, ligações de eco externos, pedais e outras coisas que geralmente compromete o equipamento e a integridade do trabalho do técnico somente porque os donos não querem que sejam removidos.
Os itens abaixo são algumas dessas dificuldades relatados com mais detalhes.

AMC - ALC:Um controle interno existente nos transceptores, controla o nível de modulação do transceptor (voz do microfone) evitando distorções acima do nível desejado. Nos rádios PX, para que o microfone fique "mais forte", estão extraindo (tirando fora) um importante transistor classificado pelos outros técnicos como "freio de áudio". Realmente a retirada desse componente libera a modulação acima dos 60% que vem de fábrica atingindo até 120%. Mas o real limite não pode ser superior a 100% e esses 20% a mais é a distorção que aparece junto com os 100% do áudio normal enganando medidores, causando modulações negativas e distorcidas (a potência cai quando se fala ao microfone) criando uma pequena ranhura na qualidade da voz.
O método correto é modificar na placa alguns componentes na área do controle AMC e ALC diminuindo atuações excessivas permitindo maior passagem de áudio mas mantendo o transistor para que este ainda funcione evitando apenas o excesso do áudio.
Nos rádios VHF, o fabricante usa um importantíssimo controle de modulação que se desajustado, provoca um 

desvio que não é percebido a curta distância mas que é fatal a longa distância principalmente para repetidoras e ao uso do sub-tom. Nem todos percebem quando um transceptor de VHF está com o controle de áudio desajustado e o mais interessante é que seus donos não aceitam (não admitam) quando alguém informam a possibilidade desse problema no seu rádio.
Em quase todos os transceptores que aparecem em minha oficina para conserto, estão com o transistor retirados ou com os controles fora do ajuste no limite correto.

CONECTOR DO MICROFONE (PTT):

Na tentativa de amplificar a cápsula do microfone, aconselha-se a colocar um pequeno circuito pré-amplificador no interior do rádio que recebe uma alimentação geralmente na casa dos 8 volts vindo do regulador sem oferecer nenhum risco ao rádio devido ao baixo consumo do circuito (0,1 amp). Porém para alguns é necessário que esse circuito esteja alojado dentro do microfone pois ao uso de um PTT pedestal, a retirada do microfone, remove também o circuito pré-amplificador mantendo o rádio original porque o microfone de pedestal também é amplificado. Se o circuito está dentro da caixa do microfone, este precisa ser alimentado e para isso é necessário que um dos fios transporte essa voltagem. Na falta de conhecimento técnico, estão ligando fios diretamente da chave L/D até um pino do conector para alimentar um circuito que precisa de apenas a décima parte de 1 amp (0,1amp). Isso é extremamente perigoso porque ao pequeno sinal de erro de microfone, compromete seriamente o fio do microfone, vários filetes do circuito e a fonte de alimentação. Isso é mais comum quando outro microfone é colocado para "ver" se vai funcionar.

A forma correta de alimentar um circuito pré-amplificador dentro do microfone é drenar a voltagem com um resistor de 1k ohms e um capacitor de 100mf para filtro. outro capacitor igual deverá estar junto ao circuito pré-amplificador.

CÂMARA DE ECO (LANG):Um grande problema que enfrento e que me deixa sem "ação", é encontrar um horroroso fio ligado diretamente de um conector na traseira do rádio até um ponto sensível do microfone para ligar, um aparelho de câmara de eco ou pedais de guitarra que na realidade foi fabricado para equalizadores muito usados em equipes de som ou conjuntos musicais. Esse aparelhos não são preparados para trabalhar em locais onde há muita rádio frequência podendo receber interferência do próprio transmissor. Parece coisa simples mas essa "porcaria" compromete a competência dos bons técnicos. Em alguns casos, utilizam fios comuns ao invés de fios blindados causando ruídos na modulação piorando muito mais os problemas.
Outro grande problema é a utilização do conector fêmea preso diretamente na lataria do rádio unindo 2 tipos de terras diferentes. Ao aumentar o volume do dinamike, aparece um forte apito na modulação. Alguns donos de transceptores com essas ligações, sabem desses problemas mas preferem deixar assim mesmo.

ROGER BIP (BIP):Alguns modelos de rádio vem de fábrica com o "roger beep" que é um tipo de beep (sinal sonoro) ao final da modulação. Ótimo para os operadores distantes perceberem que o câmbio foi terminado principalmente nas modulações em SSB (USB e LSB). Mas não é aconselhável colocar roger beep em transceptores que não possuem isso de fábrica porque envolve comutações, consumos de reguladores e estalos indesejáveis ao "soltar o ptt". Imagine ter que consertar um problema isolado em um transceptor sabendo da existência dessas pequenas instalações perigosas que podem causar danos ainda maiores sem poder fazer nada porque seus donos preferem deixar assim.

CHAVEAMENTOS DE CANAIS:Atualmente, os transceptores possuem um integrado sintetizador de frequencias que todos chamam de PLL. Este integrado é o responsável pelo número de canais que o transceptor possui de fábrica. Antes a quantidade padrão era 40 canais mas muitos transceptores atuais vem de fábrica com 120 canais, 271 canais, 400 canais etc...e quase todos estes integrados podem ainda ter mais canais com o uso de chaves separadas geralmente colocadas na traseira ou abaixo da tampa ligadas ao integrado. Isso se chama chucrutamento.
Acontece que serviços mal feitos nesse sentido como não filtrar os pinos usados no PLL, colocar as chaves muito próximo ao tanque de saída de RF, fazer o PLL sintetizar mais canais que os osciladores locais (VCO) podem suportar, não refazer as sintonias das bobinas (porque agora o rádio tem mais canais e precisa funcionar bem neles), não fornecer a tabela etc... me obriga a reformular o chaveamento, corrigir esses erros e criar uma tabela adequada o que me faz perder mais tempo além da manutenção normal.

O FIO DO MICROFONE:
O fio espiralado do microfone é composto de fios comuns e um especialmente blindado pela malha para transportar o sinal sensível da cápsula até o transceptor. É bem normal ao longo dos anos, este fio perder a sua flexibilidade e começar a apresentar quebras na base do conector e caixa do PTT obrigando a re-solda do mesmo. Mas esse tipo de trabalho, exige um pouco de conhecimento no manuseio da solda principalmente no conector que não pode ser exagerado para não encostar no corpo de metal e curto para que fiquem bem fixos na sua traseira. Por questão de segurança e aparência, no interior da caixa, há uma peça de metal em forma da letra "E" que segura o fio para não girar na base do microfone, uma borracha na saída do fio, dá uma aparência mais profissional e o fio começa no modo reto uns 8 centímetros antes de começar as espiras para melhor manuseio da tecla (PTT).
Ao receber o transceptor para conserto, além do defeito reportado pelo cliente, verifico que o conector está mal soldado, o espiralado do fio começando já na base do PTT, sumiu a letra "E" juntamente com a argola de borracha e  principalmente o uso do fio especial como função diferente do transporte do sinal da cápsula. Isso causa ronqueiras na modulação principalmente quando o fio fica perto de outros objetos. Geralmente a "turma" reporta que a fonte está com defeito.

PARAFUSOS:Um dos maiores problemas que o técnico enfrenta, é o sumiço dos parafusos ou vários diferentes para fechar as tampas. Na lateral de alumínio, os fabricantes usam um tipo de suporte especialmente projetado para segurar a rosca dos parafusos evitando que estes se fixem diretamente no alumínio. O sumiço ou quebra dessas pequenas peças, impedem que um parafuso adequado e original fique fixado ali. Por este motivo, a pessoa que está mexendo no transceptor, é obrigado a colocarem parafusos muito maiores e diferentes um dos outros causando uma imagem horrível na aparência dos rádio.
Eu tenho estas peças pra reposição mas imaginem o tempo usado para trocá-las e colocar de volta os desaparecidos parafusos originais.

LÂMPADAS:
As lâmpadas usadas para iluminar o s/meter, não devem ter tamanho superior as que são usadas para iluminar os painéis dos antigos toca-fitas. Estas possuem bulbos muito pequenos e são colocados no interior do s/meter junto com um suporte especial feito de plástico que evita o toque direto da lâmpada ao corpo de plástico do s/meter. Quando estas lâmpadas queimam, o correto é conseguir outra de igual tamanho e voltagem e fazer a troca.
Mas não é sempre isso o que acontece. Na maioria dessas situações, a lâmpada substituída é sempre muito maior cujo o aquecimento é muito superior a que estava antes. Geralmente são usadas uns modelos que iluminam painéis de carros e para "entrar" no espaço reservado do s/meter, é omitido a peça de borracha causando assim um toque direto desta lâmpada  ao corpo do v.u causando sua destruição 30 dias depois. O sintoma inicial é o ponteiro preso quando o rádio é ligado mas que se solta alguns minutos depois voltando a funcionar como se estivesse tudo bem. Neste ponto, o s/meter ainda tem conserto mas se nada for feito, a destruição é inevitável.

AUTO-FALANTE:
Quase todos os transceptores usados em casa, são projetados para funcionarem em veículos onde uma fonte de alimentação externa, substitui a bateria do carro, Mesmo tendo um plug para auto-falante externo, o fabricante coloca também um auto-falante interno que por estar dentro do rádio, o ímã deste fica muito próximo das bobinas mas seu magnetismo não pode "atacar" as bobinas. Por isso estes autos-falantes possuem em seus imas, uma camada especial feito de um metal que impede quase totalmente a passagem do magnetismo para o lado externo evitando assim que o receptor e transmissor, perca suas funcionalidades. Para trocar este componente, o mesmo deverá ser igual ao anterior mas por falta de conhecimento neste pequeno detalhe, estão colocando auto-falantes de igual tamanho e até aparência imãs do tipo que usa imã largo que tem alta concentração magnética externa.
Muitas vezes eu demonstrei aos clientes o que acontece quando a tampa é levemente fechada estando o receptor ligado. O som vai diminuindo como se estivesse fechando o ganho de RF (ganho do receptor).

BOBINAS:
Este é o maior problema que me impede de efetuar um conserto rápido. Em quase a totalidade dos transceptores que recebo, as bobinas estão fora da calibragem correta. Quem se aventura a mexer nelas, deve ter o total conhecimento sobre a suas atuações no rádio. São tantos macetes que em muitos casos o ajuste engana pois quem está mexendo geralmente se baseia somente no aumento do som e nada mais.
Calibrar bobinas exige muito conhecimento técnico e equipamentos específicos como gerador de frequencias, frequencímetro etc... Em certos casos é possível calibrar sem ter estes aparelhos mas o conhecimento sobre elas é fundamental porque muitas delas parecem não fazer nenhum efeito. São as que controlam níveis de frequencias fundamentais conhecidas como"master" (osciladores centrais que alimentam pontos importantes que serão usadas em sintetizadores) na qual o integrado PLL (que eu chamo de ser o cérebro do rádio), o receptor e transmissor, depende para trabalhar com intensidade e precisão necessária. Um erro de intensidade do "master", provoca perda de ganho em vários pontos do transceptor e principalmente em SSB (banda lateral) causando as famosas "choradeiras".
Existem bobinas que só podem ser calibradas em conjunto com outras pois ambas fazem o receptor e transmissor terem maior autonomia de ganho. Um erro nelas, faz o rádio funcionar bem somente na área de frequencia que foi ajustada e muito mal ou quase nada nas frequencias mais distantes (acima e abaixo). Isso se faz pensar que a culpa está na antena como se a ROE estivesse muito alta.
Imagine eu receber um rádio e o dono dizer que "-só mexi nesta bobina". Em casos como este, me obriga e verificar TODAS as bobinas para não ter que receber reclamações posteriores.
Outro grande problema, são os desajustes dos resistores vaiáveis fixos (trimpots) que causam um grande transtorno no s/meter, squelch, amc, alc e principalmente os controles de repouso que são muito importante capaz causar a queima constante dos transistores de saída.

Cuidados com o cobra 148

Para um bom técnico em eletrônica, não basta apenas localizar e substituir o componente que parou de funcionar e restaurar o aparelho mas também conhecer e identificar os muitos pequenos problemas que muitos rádios passam a ter ao longo de seu uso e corrigi-los o mais rápido possível pois podem se agravarem mais tarde. Mesmo que não prejudicam o seu funcionamento essencial agora, em um futuro bem próximo, serão muitos sintomas que faz o usuário enjoar e desligar o rádio sem saber o verdadeiro motivo que o incomoda procurando outra diversão.
O propósito aqui é identificar esses pequenos problemas e saber se você mesmo pode corrigi-los pois quase todos são coisas simples que nem precisa de técnico para resolver. Mas nem todos e nesse caso, somente um especialista em eletrônica estará qualificado para resolver o defeito.

O que acontece.

O que ocorre.

Ao ligar o rádio, ponteiro do s/meter parece estar preso. Movimenta-se com dificuldades e precisa de leves "tapinhas" pra repousar (voltar ao início) mas depois de algum tempo de funcionamento, parece que o defeito some e o s/meter volta a funcionar normalmente.Esse é o primeiros sintoma da destruição do s/meter. Provavelmente motivado por uma lâmpada interna mal colocada. Pode ser facilmente consertado se detectado no início mas esse trabalho é minucioso e somente o técnico com ferramentas apropriada, pode fazer isso.A modulação está falhando. As vezes, um "cambio" inteiro não foi ouvido e até reclamam de que isso possa ser alguém tentando interferir.Verifique se o fio do microfone está quebrado na base ou no conector. Corte, faça as pontas, faça o estanho e depois solde. Cuidado para não perder os pequenos acessórios de conector ou ptt. Se o problema for a cápsula ou a chave de comutação, então somente um técnico pode resolver.Quando o volume do rádio está alto, ouve-se bem com com boa qualidade de áudio. Mas quando o volume está mais baixo, parece que o papel do alto-falante está rasgado e o áudio fica fanhoso.Os atuais alto-falantes  dos rádios Alan, Voyage, Galaxie, Cobra EX e os Cobra 148 gtl feito na Malásia, não possuem a qualidade que se espera. Eles tem essa "mania" que é um erro no cone central. O jeito é substituir por qualquer um que caiba dentro do rádio e não é muito importante a impedância da bobina mas MUITA atenção no tipo do ima que deve ser igual ao original e NUNCA use os que possuem imã grande pois atacam as bobinas no interior do rádio.Queimou a lâmpada do s/meter (VU).Na parte desta página que se refere a "Cuide bem do seu rádio", relata sobre a colocação da lâmpada dentro de s/meter (vu). Leia o texto com atenção e saiba que trocar uma lâmpada é muito mais importante do que parece. Tendo o conhecimento necessário, você preservará o s/meter por muito mais tempo.O ponteiro do S/Meter marca quase a mesma coisa quando falo em AM ou Banda Lateral.Todos sabem que a potência de transmissão em Banda Lateral é superior ao do AM. Neste caso o ponteiro do S/Meter deveria marcar maior intensidade quando transmitindo em Banda Lateral. Isso ocorre porque em há um circuito que elimina o modulador do AM e polarizando diretamente os transistores de transmissão. Um defeito neste circuito faz a potência da Banda Lateral ficar igual ao modo AM.Faz muito ruído no som quando se movimenta certos botões do rádio.Para lubrificar os botões do seu rádio, você pode usar produtos de limpeza numa quantidade amena sem prejuízo nenhum. Use o canudinho que vem com o produto pra direcionar melhor o jato do spray. Evite que o produto atinja bobinas ou partes mais sensíveis como s/meter ou lugares que o fabricante protege com parafina especial. NUNCA use vela comum pra lacrar bobinas pois a parafina usada é muito grossa e pode destruir o finíssimo enrolamento de cobre da bobina.Os pinos da tomada de força traseira do rádio "entraram" para dentro do rádio ao tentar colocar o conector da força que vem da fonte.As tomadas de força embutidas na traseira  dos atuais rádios Alan, Voyage, Galaxie, Cobra EX e os Cobra 148 gtl feito na Malásia, não possuem a qualidade que se espera e se quebram com facilidade (bem diferente dos conectores antigos que estão bons até os dias de hoje). As vezes a perda é total e fica muito difícil arrumar outra mas se "ainda" está "só" afundando, recomenda-se a usar a cola ARALDITE modelo lento e colar a parte traseira do conector antes que seja tarde demais para recuperar essa peça.As porca de algum botão (ou botões) do rádio, do redutor do conector da antena ou do conector do ptt está frouxa.É estritamente aconselhável que esse problema seja imediatamente resolvido pois os fios ligados a esse botão ou conector, movimenta-se junto com o seu manuseio e certamente um (ou mais) fio irá se soltar causando algum problema de funcionamento. Esse fio pode encostar em outros lugares e pode ser muito pior. Retire as tampas com cuidado, retire os parafusos laterais que seguram o painel prateado e aperte com certo cuidado as porcas de todos os botões e se já houver algum fio solto, somente um técnico qualificado poderá resolver isso.O Alto-falante funciona normalmente mas quando se coloca o plugg para a caixa externa ou fones, ocorre falhas no som de acordo com o movimento do plugg já conectado.Certamente existe solda quebrada nos terminais da fêmea que fica na traseira do rádio. Isso ocorre muito em todas as marcas de rádios PX e corrigir isso é muito fácil. Basta abrir somente a tampa superior e re-soldar esses terminais com cuidado pois as soldas da força que vem diretamente da fonte, geralmente fica bem próximo dos terminais desse plugg.Desligue a fonte (ou bateria) antes de soldar.Ao colocar o conector da antena, o rádio fica mudo ou capita poucas estações mas se desatarraxa o negativo do conector deixando apenas o "pino" positivo, o receptor parece ficar normal captando até estações distantes.Este é um defeito muito grave mas não está no rádio e sim na antena que pode estar desligada ou em curto. Também pode ser um curto no conector proveniente de uma instalação mal feita. Nessa situação, o cabo da antena sem o terra (negativo do conector) passa a ser apenas um grande fio comum sem aterramento captando pelo cabo o que o receptor puder mas nem existe antena ou linha correta. É extremamente perigoso continuar transmitindo nessa situação podendo acarretar os mais diversos problemas abordados nessa página. Refaça as ligações ou verifique as condições do conector até a antena ou se  o cabo está em curto (maus vizinhos costumam colocar alfinetes no cabo). Verifique a própria antena se esta está montada corretamente ou se não nada em curto.A sintonia das pessoas modulando em LSB ou USB, nunca está no meio. Está fora da posição central e somente fica bom quando o botão está muito virado pra um dos lados.Parece ser um problema de calibragem central do rádio sintonia e esse tipo de defeito requer muita atenção de um técnico. Mas também pode ser um simples caso de botão (knob) colocado fora da posição central!. Para saber se é isso, basta movimentar o botão da sintonia para os 2 lados até o final verificando pelo indicador se o início e o fim estão certos. Estando errado, basta retirá-lo e re-colocar agora na posição certa. Existe pessoas que apresentam um grave problema de audição interpretando de forma diferente, as frequencias dos sons que ouve. Neste caso, o "queixo" do rádio que esta pessoa vai usar, tem que estar no modo "duro".

Sem motivo nenhum, apareceu um ruído de fonte na minha modulação. Mesmo trocando as fontes ou modulando usando apenas a bateria, esse ruído persiste e muda de intensidade as vezes.

Esse é um simples defeito muito comum nos rádios que possuem cápsula de eletreto no microfone. Esses cápsulas costumam perder o contato com o corpo de metal causando esse ruído por falta de blindagem que mais parece vir da fonte. Para identificar isso, basta transmitir colocando e retirando a mão na lataria do rádio com outra pessoa ouvindo a sua modulação. Fazendo isso, o ruído aumenta comprovando o problema. A única solução nesse caso é abrir o microfone e pressionar as bordas da cápsula de eletreto com uma chave de fenda na intenção de refazer o contato com o corpo de metal. Mas esse procedimento é de certa forma delicado portanto se você acha difícil fazer, peça ajuda a uma pessoa mais qualificada.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

História do radioamador

É possível afirmar que o radioamadorismo começou juntamente com as primeiras emissões de rádio no final do Século XIX. Como ainda não existiam fábricas de rádios até então, mas a curiosidade na comunicação à distância era crescente, diversas pessoas começaram a montar seus próprios equipamentos e antenas de forma caseira a título de experimentos e deu-se então o início desse hobby que se tornou conhecido mundialmente.

Em 2 de janeiro de 1909 nasce nos Estados Unidos o Junior Wireless Club [1] , considerado o primeiro "rádio clube" mundial (que depois foi renomeado para Radio Club of America), a aglutinar os interessados na atividade radioamadorística. [2] Com o crescimento de atividades nas frequências de rádio, o senado norte-americano publica em 13 de agosto de 1912 o Radio Act, [3] a primeira lei que regulamenta as comunicações de rádio no país. Nesta lei, além da regulamentação das comunicações de rádio, também são minimamente regulamentadas as estações experimentais, concedendo licenças provisórias para estações engajadas na condução de experimentos para o desenvolvimento da ciência da rádio comunicação. No mesmo ano, Irving Vermilya, 1ZE, torna-se o primeiro radioamador licenciado nos Estados Unidos.[2]

Na mesma época o radioamadorismo nascia no Brasil, sendo Lívio Moreira, SB-3IG (e depois BZ-1M) reconhecido no mesmo ano como o primeiro radioamador brasileiro. [4] No rastro dele, começam a surgir diversos radioamadores pelos estados de São Paulo,Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Pará.

Até 1924 o radioamadorismo no Brasil não era regulamentado pelo governo, fato que ocorreu em 5 de novembro de 1924 quando foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto 16.657 que approva o regulamento dos serviços de radiotelegraphia e radio telephonia [5] e somente revogado em 15 de fevereiro de 1991. [6] A data de 5 de novembro foi escolhida para a comemoração do Dia do Radioamador pela LABRE em gratidão ao decreto que regulamentou o radioamadorismo no Brasil.

Radioamadorismo

O radioamadorismo, ou Serviço de Amador é um hobby praticado em quase todos os países do mundo por pessoas habilitadas e licenciadas por autoridades, para a intercomunicação e estudos técnicos sem motivo de lucro. Assim como outros hobbies, o radioamadorismo possui legislação nacional e internacional que regulamenta as condições de uso e as frequências de rádio destinadas à atividade, e que obrigatoriamente deve ser seguida pelos seus praticantes, chamados de radioamadores. O Radioamadorismo não deve ser confundido com o Serviço Rádio do Cidadão (conhecido como PX no Brasil) ou Serviço Limitado Privado (exercido nos comunicados via rádio por categorias profissionais como motoristas, taxistas, caminhoneiros, etc).