quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Amplificadores Lineares


AMPLIFICADORES LINEARES Linear,ou Amplificador Linear,é um equipamento (podendo ser interpretado como um acessório) que poderá,ou não,fazer parte de uma Estação de Radioamador. A única finalidade deste equipamento é a de amplificar, linearmente,o sinal de Radiofreqüência(RF). Em simples palavras: Um Linear, quando em funcionamento, fornece uma Potência superior à Potência que o transceptor possui. 

TIPOS DE LINEAR Os Amplificadores Lineares podem ser valvulados ou transistorizados,podendo ser automáticos ou não.Costumam ser classificados em: - Pequenos Lineares:os que fornecem até 600/700Watts de Potência. - Grandes Lineares:os que fornecem acima de 1KW(1.000Watts) de Potência. Esta simples divisão justifica-se pela tipologia destes equipamentos que estão disponíveis no mercado. 

ENTENDENDO ALGUMAS ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS. Alguns Radioamadores encontram uma certa dificuldade para interpretarem,corretamente,algumas das informações que constam dos manuais que acompanham os Lineares.Estas dúvidas são compreensíveis até pelo entendimento do idioma,no qual foi escrito o manual. Teoria à parte,resumem-se as especificações técnicas mais significativas,em:

A) POTÊNCIA DE SAÍDA VERSUS POTÊNCIA DE ENTRADA. No manual de um Linear,no tocante à Potência de Entrada("Rated Plate Input" ou "Power Input" ou "Final Power Input" ou "Plate Power Input"),levar em consideração a equação abaixo,onde: P(out)= P(in) x 0.6 Potência de Saída = Potência de Entrada x 0.6 A Potência de Saída("Power Output"),que é entendida como a eficiência nominal de um Amplificador Linear,será 60%(sessenta por cento)da Potência de Entrada("Power Input"). Exemplo: No manual de um determinado Linear vem escrito que o "Final Power Input" é 1KW CW RTTY(2KW P.E.P. SSB). Pergunta:Qual é a Potência de Saída deste Linear? Aplicando a equação,vem: P(out)= P(in) x 0.6 P(out)= 1KW x 0.6 então: Potência de Saída = 600Watts CW RTTY ou: Potência de Saída = 2KW x 0.6 onde: Potência de Saída = 1.200watts P.E.P. SSB ou seja: Este suposto Linear fornece 600Watts em CW ou 1,2KW em SSB.

B) TENSÃO DE PLACA E CORRENTE DE PLACA. Considerar a equação abaixo para obter,do Linear,os valores que o fabricante estabelece: P(in)= Vp x Ip sendo: P(in)= Potência de Entrada Vp= Tensão de Placa(DC VOLT) Ip= Corrente de Placa(DC AMP) O Amplificador Linear deverá ser "excitado" pelo transmissor -e sintonizado- de forma a se obter,no mostrador do linear,as leituras de tensão e corrente corretas.

C) "DRIVE POWER REQUIREMENTS" OU "EXCITATION ENERGY REQUIRED" Seria a Potência de Excitacão. Ou seja,é a quantidade de Watts necessárias que o transceptor deverá fornecer para que o Linear irradie sua Potência.Evidentemente que esta Potência não poderá exceder a especificada pelo fabricante.

D) "POWER REQUIREMENTS" Seria a alimentação necessária para que o Linear possa entrar em funcionamento. Normalmente:110Volts ou 220Volts(inclusive 13,8 Volts).

E) "VACUUM TUBES" OU "TRANSMITTING TUBES" OU "TUBES" São as válvulas,que podem ser de vidro ou de cerâmica. A temática que envolve as válvulas(características,potências fornecidas,preço,facilidade ou não para serem obtidas,etc.)são motivo de muitas conversas entre os Radioamadores,notadamente daqueles que possuem ou já possuiram Lineares. 

RELAÇÃO CUSTO BENEFÍCIO
              Atualmente encontra-se,disponível no mercado,Lineares totalmente transistorizados,com Potências baixas(não mais que 400/500/600Watts), isentos de "chaves-de-onda",custos reduzidos, pequenas dimensões e que  não necessitam de sintonias.
              São equipamentos bem versáteis,requerendo baixíssimas
Potências de Excitação(não mais que 40Watts),que não esquentam muito(geralmente providos de ventoinhas)e permitem agilidade no seu manuseio.
              Pelas Potências fornecidas exigem,em
 contra-partida,Fontes Estabilizadas adequadas.Uma boa vantagem é permitir que o
transceptor opere em baixa Potência e,com isso,afastar o problema do super-aquecimento.
              Estes pequenos Lineares requerem pouca manutenção e,em
 caso de pane,os consêrtos e respectivas trocas de componentes não
esbarram na dificuldade da obtenção das peças, principalmente quando o produto é nacional.

QUANDO USAR UM LINEAR? Quando o Radioamador assim o desejar.Porém,o uso de um Linear relaciona-se mais intimamente com contatos a longa distância(DX),em situações quando a freqüência-de-trabalho encontra-se muito ruidosa,na necessidade de superar às perdas na linha de transmissão e na tentativa de poder superar situações de pouca propagação. Nas muitas das vezes o Linear é um dos últimos itens a ser adquirido pelo Radioamador.O emprego de altas Potências pode ocasionar interferências desagradáveis(o que é,sabidamente,proibido)e,por outro lado,a necessidade de Antenas e Baluns que suportem tais Potências,Cabos Coaxiais indicados para isto,bons conectores e a correta tensão fornecida pela rede de distribuição elétrica. Como os Lineares não são obrigatórios,a quase totalidade dos Radioamadores o empregam com muita segurança e com objetivos muito bem definidos. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS Não se deixe impressionar por sinais fortíssimos,oriundos de estações "poderosas"(os "tubarões" ou "patas-de-elefante").Potência ajuda mas,em alguns casos,atrapalha e não se torna necessária. Só faça a manutençao(lubrificação do eixo da ventoinha, limpeza interna,etc.)estando o Linear desligado e desconectado da tomada que fornece a energia elétrica e não permita que "entendidos" o consertem. A Legislação Brasileira permite "Potência Média Máxima" de 1.000Watts(1KW).
Fonte: LEO PY1LJ

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Manutenção em rádios

Para consertar um transceptor, O técnico caprichoso gostaria de gastar seu tempo apenas na descoberta dos componentes danificados, consertar e entregar ao cliente em perfeito funcionamento o mais rápido possível. Mas nem sempre é exatamente isso o que acontece. Problemas como  procurar saber se o cliente está falando a verdade, pesquisar entre componentes importados para obter a peça certa, ser paciente com certos defeitos que acontece somente quando o rádio quer, defeitos que só acontece na antena do cliente (R.O.E alta), ter que usar certas ferramentas especiais para manipular peças tão pequenas que quase já não é possível pegar com as mãos (smd) e principalmente desfazer as bagunças invisíveis dos outros técnicos, são as principais causas que fazem o conserto ser mais demorado que o esperado. Pior ainda é conservar os erros feitos por outros como beeps, ligações de eco externos, pedais e outras coisas que geralmente compromete o equipamento e a integridade do trabalho do técnico somente porque os donos não querem que sejam removidos.
Os itens abaixo são algumas dessas dificuldades relatados com mais detalhes.

AMC - ALC:Um controle interno existente nos transceptores, controla o nível de modulação do transceptor (voz do microfone) evitando distorções acima do nível desejado. Nos rádios PX, para que o microfone fique "mais forte", estão extraindo (tirando fora) um importante transistor classificado pelos outros técnicos como "freio de áudio". Realmente a retirada desse componente libera a modulação acima dos 60% que vem de fábrica atingindo até 120%. Mas o real limite não pode ser superior a 100% e esses 20% a mais é a distorção que aparece junto com os 100% do áudio normal enganando medidores, causando modulações negativas e distorcidas (a potência cai quando se fala ao microfone) criando uma pequena ranhura na qualidade da voz.
O método correto é modificar na placa alguns componentes na área do controle AMC e ALC diminuindo atuações excessivas permitindo maior passagem de áudio mas mantendo o transistor para que este ainda funcione evitando apenas o excesso do áudio.
Nos rádios VHF, o fabricante usa um importantíssimo controle de modulação que se desajustado, provoca um 

desvio que não é percebido a curta distância mas que é fatal a longa distância principalmente para repetidoras e ao uso do sub-tom. Nem todos percebem quando um transceptor de VHF está com o controle de áudio desajustado e o mais interessante é que seus donos não aceitam (não admitam) quando alguém informam a possibilidade desse problema no seu rádio.
Em quase todos os transceptores que aparecem em minha oficina para conserto, estão com o transistor retirados ou com os controles fora do ajuste no limite correto.

CONECTOR DO MICROFONE (PTT):

Na tentativa de amplificar a cápsula do microfone, aconselha-se a colocar um pequeno circuito pré-amplificador no interior do rádio que recebe uma alimentação geralmente na casa dos 8 volts vindo do regulador sem oferecer nenhum risco ao rádio devido ao baixo consumo do circuito (0,1 amp). Porém para alguns é necessário que esse circuito esteja alojado dentro do microfone pois ao uso de um PTT pedestal, a retirada do microfone, remove também o circuito pré-amplificador mantendo o rádio original porque o microfone de pedestal também é amplificado. Se o circuito está dentro da caixa do microfone, este precisa ser alimentado e para isso é necessário que um dos fios transporte essa voltagem. Na falta de conhecimento técnico, estão ligando fios diretamente da chave L/D até um pino do conector para alimentar um circuito que precisa de apenas a décima parte de 1 amp (0,1amp). Isso é extremamente perigoso porque ao pequeno sinal de erro de microfone, compromete seriamente o fio do microfone, vários filetes do circuito e a fonte de alimentação. Isso é mais comum quando outro microfone é colocado para "ver" se vai funcionar.

A forma correta de alimentar um circuito pré-amplificador dentro do microfone é drenar a voltagem com um resistor de 1k ohms e um capacitor de 100mf para filtro. outro capacitor igual deverá estar junto ao circuito pré-amplificador.

CÂMARA DE ECO (LANG):Um grande problema que enfrento e que me deixa sem "ação", é encontrar um horroroso fio ligado diretamente de um conector na traseira do rádio até um ponto sensível do microfone para ligar, um aparelho de câmara de eco ou pedais de guitarra que na realidade foi fabricado para equalizadores muito usados em equipes de som ou conjuntos musicais. Esse aparelhos não são preparados para trabalhar em locais onde há muita rádio frequência podendo receber interferência do próprio transmissor. Parece coisa simples mas essa "porcaria" compromete a competência dos bons técnicos. Em alguns casos, utilizam fios comuns ao invés de fios blindados causando ruídos na modulação piorando muito mais os problemas.
Outro grande problema é a utilização do conector fêmea preso diretamente na lataria do rádio unindo 2 tipos de terras diferentes. Ao aumentar o volume do dinamike, aparece um forte apito na modulação. Alguns donos de transceptores com essas ligações, sabem desses problemas mas preferem deixar assim mesmo.

ROGER BIP (BIP):Alguns modelos de rádio vem de fábrica com o "roger beep" que é um tipo de beep (sinal sonoro) ao final da modulação. Ótimo para os operadores distantes perceberem que o câmbio foi terminado principalmente nas modulações em SSB (USB e LSB). Mas não é aconselhável colocar roger beep em transceptores que não possuem isso de fábrica porque envolve comutações, consumos de reguladores e estalos indesejáveis ao "soltar o ptt". Imagine ter que consertar um problema isolado em um transceptor sabendo da existência dessas pequenas instalações perigosas que podem causar danos ainda maiores sem poder fazer nada porque seus donos preferem deixar assim.

CHAVEAMENTOS DE CANAIS:Atualmente, os transceptores possuem um integrado sintetizador de frequencias que todos chamam de PLL. Este integrado é o responsável pelo número de canais que o transceptor possui de fábrica. Antes a quantidade padrão era 40 canais mas muitos transceptores atuais vem de fábrica com 120 canais, 271 canais, 400 canais etc...e quase todos estes integrados podem ainda ter mais canais com o uso de chaves separadas geralmente colocadas na traseira ou abaixo da tampa ligadas ao integrado. Isso se chama chucrutamento.
Acontece que serviços mal feitos nesse sentido como não filtrar os pinos usados no PLL, colocar as chaves muito próximo ao tanque de saída de RF, fazer o PLL sintetizar mais canais que os osciladores locais (VCO) podem suportar, não refazer as sintonias das bobinas (porque agora o rádio tem mais canais e precisa funcionar bem neles), não fornecer a tabela etc... me obriga a reformular o chaveamento, corrigir esses erros e criar uma tabela adequada o que me faz perder mais tempo além da manutenção normal.

O FIO DO MICROFONE:
O fio espiralado do microfone é composto de fios comuns e um especialmente blindado pela malha para transportar o sinal sensível da cápsula até o transceptor. É bem normal ao longo dos anos, este fio perder a sua flexibilidade e começar a apresentar quebras na base do conector e caixa do PTT obrigando a re-solda do mesmo. Mas esse tipo de trabalho, exige um pouco de conhecimento no manuseio da solda principalmente no conector que não pode ser exagerado para não encostar no corpo de metal e curto para que fiquem bem fixos na sua traseira. Por questão de segurança e aparência, no interior da caixa, há uma peça de metal em forma da letra "E" que segura o fio para não girar na base do microfone, uma borracha na saída do fio, dá uma aparência mais profissional e o fio começa no modo reto uns 8 centímetros antes de começar as espiras para melhor manuseio da tecla (PTT).
Ao receber o transceptor para conserto, além do defeito reportado pelo cliente, verifico que o conector está mal soldado, o espiralado do fio começando já na base do PTT, sumiu a letra "E" juntamente com a argola de borracha e  principalmente o uso do fio especial como função diferente do transporte do sinal da cápsula. Isso causa ronqueiras na modulação principalmente quando o fio fica perto de outros objetos. Geralmente a "turma" reporta que a fonte está com defeito.

PARAFUSOS:Um dos maiores problemas que o técnico enfrenta, é o sumiço dos parafusos ou vários diferentes para fechar as tampas. Na lateral de alumínio, os fabricantes usam um tipo de suporte especialmente projetado para segurar a rosca dos parafusos evitando que estes se fixem diretamente no alumínio. O sumiço ou quebra dessas pequenas peças, impedem que um parafuso adequado e original fique fixado ali. Por este motivo, a pessoa que está mexendo no transceptor, é obrigado a colocarem parafusos muito maiores e diferentes um dos outros causando uma imagem horrível na aparência dos rádio.
Eu tenho estas peças pra reposição mas imaginem o tempo usado para trocá-las e colocar de volta os desaparecidos parafusos originais.

LÂMPADAS:
As lâmpadas usadas para iluminar o s/meter, não devem ter tamanho superior as que são usadas para iluminar os painéis dos antigos toca-fitas. Estas possuem bulbos muito pequenos e são colocados no interior do s/meter junto com um suporte especial feito de plástico que evita o toque direto da lâmpada ao corpo de plástico do s/meter. Quando estas lâmpadas queimam, o correto é conseguir outra de igual tamanho e voltagem e fazer a troca.
Mas não é sempre isso o que acontece. Na maioria dessas situações, a lâmpada substituída é sempre muito maior cujo o aquecimento é muito superior a que estava antes. Geralmente são usadas uns modelos que iluminam painéis de carros e para "entrar" no espaço reservado do s/meter, é omitido a peça de borracha causando assim um toque direto desta lâmpada  ao corpo do v.u causando sua destruição 30 dias depois. O sintoma inicial é o ponteiro preso quando o rádio é ligado mas que se solta alguns minutos depois voltando a funcionar como se estivesse tudo bem. Neste ponto, o s/meter ainda tem conserto mas se nada for feito, a destruição é inevitável.

AUTO-FALANTE:
Quase todos os transceptores usados em casa, são projetados para funcionarem em veículos onde uma fonte de alimentação externa, substitui a bateria do carro, Mesmo tendo um plug para auto-falante externo, o fabricante coloca também um auto-falante interno que por estar dentro do rádio, o ímã deste fica muito próximo das bobinas mas seu magnetismo não pode "atacar" as bobinas. Por isso estes autos-falantes possuem em seus imas, uma camada especial feito de um metal que impede quase totalmente a passagem do magnetismo para o lado externo evitando assim que o receptor e transmissor, perca suas funcionalidades. Para trocar este componente, o mesmo deverá ser igual ao anterior mas por falta de conhecimento neste pequeno detalhe, estão colocando auto-falantes de igual tamanho e até aparência imãs do tipo que usa imã largo que tem alta concentração magnética externa.
Muitas vezes eu demonstrei aos clientes o que acontece quando a tampa é levemente fechada estando o receptor ligado. O som vai diminuindo como se estivesse fechando o ganho de RF (ganho do receptor).

BOBINAS:
Este é o maior problema que me impede de efetuar um conserto rápido. Em quase a totalidade dos transceptores que recebo, as bobinas estão fora da calibragem correta. Quem se aventura a mexer nelas, deve ter o total conhecimento sobre a suas atuações no rádio. São tantos macetes que em muitos casos o ajuste engana pois quem está mexendo geralmente se baseia somente no aumento do som e nada mais.
Calibrar bobinas exige muito conhecimento técnico e equipamentos específicos como gerador de frequenciasfrequencímetro etc... Em certos casos é possível calibrar sem ter estes aparelhos mas o conhecimento sobre elas é fundamental porque muitas delas parecem não fazer nenhum efeito. São as que controlam níveis de frequencias fundamentais conhecidas como"master" (osciladores centrais que alimentam pontos importantes que serão usadas em sintetizadores) na qual o integrado PLL (que eu chamo de ser o cérebro do rádio), o receptor e transmissor, depende para trabalhar com intensidade e precisão necessária. Um erro de intensidade do "master", provoca perda de ganho em vários pontos do transceptor e principalmente em SSB (banda lateral) causando as famosas "choradeiras".
Existem bobinas que só podem ser calibradas em conjunto com outras pois ambas fazem o receptor e transmissor terem maior autonomia de ganho. Um erro nelas, faz o rádio funcionar bem somente na área de frequencia que foi ajustada e muito mal ou quase nada nas frequencias mais distantes (acima e abaixo). Isso se faz pensar que a culpa está na antena como se a ROE estivesse muito alta.
Imagine eu receber um rádio e o dono dizer que "-só mexi nesta bobina". Em casos como este, me obriga e verificar TODAS as bobinas para não ter que receber reclamações posteriores.
Outro grande problema, são os desajustes dos resistores vaiáveis fixos (trimpots) que causam um grande transtorno no s/meter, squelch, amc, alc e principalmente os controles de repouso que são muito importante capaz causar a queima constante dos transistores de saída.

Cuidados com o cobra 148

Para um bom técnico em eletrônica, não basta apenas localizar e substituir o componente que parou de funcionar e restaurar o aparelho mas também conhecer e identificar os muitos pequenos problemas que muitos rádios passam a ter ao longo de seu uso e corrigi-los o mais rápido possível pois podem se agravarem mais tarde. Mesmo que não prejudicam o seu funcionamento essencial agora, em um futuro bem próximo, serão muitos sintomas que faz o usuário enjoar e desligar o rádio sem saber o verdadeiro motivo que o incomoda procurando outra diversão.
O propósito aqui é identificar esses pequenos problemas e saber se você mesmo pode corrigi-los pois quase todos são coisas simples que nem precisa de técnico para resolver. Mas nem todos e nesse caso, somente um especialista em eletrônica estará qualificado para resolver o defeito.

O que acontece.

O que ocorre.

Ao ligar o rádio, ponteiro do s/meter parece estar preso. Movimenta-se com dificuldades e precisa de leves "tapinhas" pra repousar (voltar ao início) mas depois de algum tempo de funcionamento, parece que o defeito some e o s/meter volta a funcionar normalmente.Esse é o primeiros sintoma da destruição do s/meter. Provavelmente motivado por uma lâmpada interna mal colocada. Pode ser facilmente consertado se detectado no início mas esse trabalho é minucioso e somente o técnico com ferramentas apropriada, pode fazer isso.A modulação está falhando. As vezes, um "cambio" inteiro não foi ouvido e até reclamam de que isso possa ser alguém tentando interferir.Verifique se o fio do microfone está quebrado na base ou no conector. Corte, faça as pontas, faça o estanho e depois solde. Cuidado para não perder os pequenos acessórios de conector ou ptt. Se o problema for a cápsula ou a chave de comutação, então somente um técnico pode resolver.Quando o volume do rádio está alto, ouve-se bem com com boa qualidade de áudio. Mas quando o volume está mais baixo, parece que o papel do alto-falante está rasgado e o áudio fica fanhoso.Os atuais alto-falantes  dos rádios Alan, Voyage, Galaxie, Cobra EX e os Cobra 148 gtl feito na Malásia, não possuem a qualidade que se espera. Eles tem essa "mania" que é um erro no cone central. O jeito é substituir por qualquer um que caiba dentro do rádio e não é muito importante a impedância da bobina mas MUITA atenção no tipo do ima que deve ser igual ao original e NUNCA use os que possuem imã grande pois atacam as bobinas no interior do rádio.Queimou a lâmpada do s/meter (VU).Na parte desta página que se refere a "Cuide bem do seu rádio", relata sobre a colocação da lâmpada dentro de s/meter (vu). Leia o texto com atenção e saiba que trocar uma lâmpada é muito mais importante do que parece. Tendo o conhecimento necessário, você preservará o s/meter por muito mais tempo.O ponteiro do S/Meter marca quase a mesma coisa quando falo em AM ou Banda Lateral.Todos sabem que a potência de transmissão em Banda Lateral é superior ao do AM. Neste caso o ponteiro do S/Meter deveria marcar maior intensidade quando transmitindo em Banda Lateral. Isso ocorre porque em há um circuito que elimina o modulador do AM e polarizando diretamente os transistores de transmissão. Um defeito neste circuito faz a potência da Banda Lateral ficar igual ao modo AM.Faz muito ruído no som quando se movimenta certos botões do rádio.Para lubrificar os botões do seu rádio, você pode usar produtos de limpeza numa quantidade amena sem prejuízo nenhum. Use o canudinho que vem com o produto pra direcionar melhor o jato do spray. Evite que o produto atinja bobinas ou partes mais sensíveis como s/meter ou lugares que o fabricante protege com parafina especial. NUNCA use vela comum pra lacrar bobinas pois a parafina usada é muito grossa e pode destruir o finíssimo enrolamento de cobre da bobina.Os pinos da tomada de força traseira do rádio "entraram" para dentro do rádio ao tentar colocar o conector da força que vem da fonte.As tomadas de força embutidas na traseira  dos atuais rádios Alan, Voyage, Galaxie, Cobra EX e os Cobra 148 gtl feito na Malásia, não possuem a qualidade que se espera e se quebram com facilidade (bem diferente dos conectores antigos que estão bons até os dias de hoje). As vezes a perda é total e fica muito difícil arrumar outra mas se "ainda" está "só" afundando, recomenda-se a usar a cola ARALDITE modelo lento e colar a parte traseira do conector antes que seja tarde demais para recuperar essa peça.As porca de algum botão (ou botões) do rádio, do redutor do conector da antena ou do conector do ptt está frouxa.É estritamente aconselhável que esse problema seja imediatamente resolvido pois os fios ligados a esse botão ou conector, movimenta-se junto com o seu manuseio e certamente um (ou mais) fio irá se soltar causando algum problema de funcionamento. Esse fio pode encostar em outros lugares e pode ser muito pior. Retire as tampas com cuidado, retire os parafusos laterais que seguram o painel prateado e aperte com certo cuidado as porcas de todos os botões e se já houver algum fio solto, somente um técnico qualificado poderá resolver isso.O Alto-falante funciona normalmente mas quando se coloca o plugg para a caixa externa ou fones, ocorre falhas no som de acordo com o movimento do plugg já conectado.Certamente existe solda quebrada nos terminais da fêmea que fica na traseira do rádio. Isso ocorre muito em todas as marcas de rádios PX e corrigir isso é muito fácil. Basta abrir somente a tampa superior e re-soldar esses terminais com cuidado pois as soldas da força que vem diretamente da fonte, geralmente fica bem próximo dos terminais desse plugg.Desligue a fonte (ou bateria) antes de soldar.Ao colocar o conector da antena, o rádio fica mudo ou capita poucas estações mas se desatarraxa o negativo do conector deixando apenas o "pino" positivo, o receptor parece ficar normal captando até estações distantes.Este é um defeito muito grave mas não está no rádio e sim na antena que pode estar desligada ou em curto. Também pode ser um curto no conector proveniente de uma instalação mal feita. Nessa situação, o cabo da antena sem o terra (negativo do conector) passa a ser apenas um grande fio comum sem aterramento captando pelo cabo o que o receptor puder mas nem existe antena ou linha correta. É extremamente perigoso continuar transmitindo nessa situação podendo acarretar os mais diversos problemas abordados nessa página. Refaça as ligações ou verifique as condições do conector até a antena ou se  o cabo está em curto (maus vizinhos costumam colocar alfinetes no cabo). Verifique a própria antena se esta está montada corretamente ou se não nada em curto.A sintonia das pessoas modulando em LSB ou USB, nunca está no meio. Está fora da posição central e somente fica bom quando o botão está muito virado pra um dos lados.Parece ser um problema de calibragem central do rádio sintonia e esse tipo de defeito requer muita atenção de um técnico. Mas também pode ser um simples caso de botão (knob) colocado fora da posição central!. Para saber se é isso, basta movimentar o botão da sintonia para os 2 lados até o final verificando pelo indicador se o início e o fim estão certos. Estando errado, basta retirá-lo e re-colocar agora na posição certa. Existe pessoas que apresentam um grave problema de audição interpretando de forma diferente, as frequencias dos sons que ouve. Neste caso, o "queixo" do rádio que esta pessoa vai usar, tem que estar no modo "duro".

Sem motivo nenhum, apareceu um ruído de fonte na minha modulação. Mesmo trocando as fontes ou modulando usando apenas a bateria, esse ruído persiste e muda de intensidade as vezes.

Esse é um simples defeito muito comum nos rádios que possuem cápsula de eletreto no microfone. Esses cápsulas costumam perder o contato com o corpo de metal causando esse ruído por falta de blindagem que mais parece vir da fonte. Para identificar isso, basta transmitir colocando e retirando a mão na lataria do rádio com outra pessoa ouvindo a sua modulação. Fazendo isso, o ruído aumenta comprovando o problema. A única solução nesse caso é abrir o microfone e pressionar as bordas da cápsula de eletreto com uma chave de fenda na intenção de refazer o contato com o corpo de metal. Mas esse procedimento é de certa forma delicado portanto se você acha difícil fazer, peça ajuda a uma pessoa mais qualificada.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

História do radioamador

É possível afirmar que o radioamadorismo começou juntamente com as primeiras emissões de rádio no final do Século XIX. Como ainda não existiam fábricas de rádios até então, mas a curiosidade na comunicação à distância era crescente, diversas pessoas começaram a montar seus próprios equipamentos e antenas de forma caseira a título de experimentos e deu-se então o início desse hobby que se tornou conhecido mundialmente.

Em 2 de janeiro de 1909 nasce nos Estados Unidos o Junior Wireless Club [1] , considerado o primeiro "rádio clube" mundial (que depois foi renomeado para Radio Club of America), a aglutinar os interessados na atividade radioamadorística. [2] Com o crescimento de atividades nas frequências de rádio, o senado norte-americano publica em 13 de agosto de 1912 o Radio Act[3] a primeira lei que regulamenta as comunicações de rádio no país. Nesta lei, além da regulamentação das comunicações de rádio, também são minimamente regulamentadas as estações experimentais, concedendo licenças provisórias para estações engajadas na condução de experimentos para o desenvolvimento da ciência da rádio comunicação. No mesmo ano, Irving Vermilya, 1ZE, torna-se o primeiro radioamador licenciado nos Estados Unidos.[2]

Na mesma época o radioamadorismo nascia no Brasil, sendo Lívio Moreira, SB-3IG (e depois BZ-1M) reconhecido no mesmo ano como o primeiro radioamador brasileiro. [4] No rastro dele, começam a surgir diversos radioamadores pelos estados de São Paulo,Rio de JaneiroRio Grande do SulMinas GeraisPernambuco e Pará.

Até 1924 o radioamadorismo no Brasil não era regulamentado pelo governo, fato que ocorreu em 5 de novembro de 1924 quando foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto 16.657 que approva o regulamento dos serviços de radiotelegraphia e radio telephonia [5] e somente revogado em 15 de fevereiro de 1991. [6] A data de 5 de novembro foi escolhida para a comemoração do Dia do Radioamador pela LABRE em gratidão ao decreto que regulamentou o radioamadorismo no Brasil.

Radioamadorismo

radioamadorismo, ou Serviço de Amador é um hobby praticado em quase todos os países do mundo por pessoas habilitadas e licenciadas por autoridades, para a intercomunicação e estudos técnicos sem motivo de lucro. Assim como outros hobbies, o radioamadorismo possui legislação nacional e internacional que regulamenta as condições de uso e as frequências de rádio destinadas à atividade, e que obrigatoriamente deve ser seguida pelos seus praticantes, chamados de radioamadores. O Radioamadorismo não deve ser confundido com o Serviço Rádio do Cidadão (conhecido como PX no Brasil) ou Serviço Limitado Privado (exercido nos comunicados via rádio por categorias profissionais como motoristas, taxistas, caminhoneiros, etc).

sábado, 8 de agosto de 2015


O circuito é bastante simples e a modulação externa pode vir de qualquer amplificador, ou outro equipamento de som, que tenha uma potência de saída de pelo menos 5 watts. Os leitores que estudam, ou são professores nas disciplinas de educação tecnológica, podem usar este aparelho como estação de rádio experimental de modo a transmitir música e programação variada nos intervalos, ou nos períodos antes e depois das aulas.
Características:
• Tensão de alimentação: 20 a 30 volts
• Corrente da fonte: 2 A (tip)
• Frequência de operação: 550 a 1600 kHz
• Modulação: externa com 5 W (min)


Como Funciona
O transistor MJ15003 é ligado como oscilador Hartley, onde a frequência de operação é determinada pelas características da bobina L1 e pelo ajuste do capacitor variável CV1. Com uma bobina de 50+50 espiras num bastão de ferrite comum e um capacitor variável de rádio de ondas médias, é possível ajustar a frequência de transmissão entre 550 e 1600 kHz, o que corresponde à faixa de ondas médias. A realimentação que mantém as oscilações do circuito é obtida através de C1. O resistor R1 polariza a base do transistor e influi na potência do transmissor. Experiências podem ser feitas depois da montagem com resistores de 470 ohms a 4,7 k ohms de modo a se obter o melhor rendimento do circuito. A modulação em amplitude do sinal é feita com a aplicação do áudio no emissor do transistor. O capacitor C2 desacopla o emissor do transistor, desviando os sinais de RF ali presentes para a terra, enquanto que o transformador controla a tensão neste elemento a partir do sinal de áudio. Assim sendo, com o sinal de áudio temos o aumento e diminuição da corrente no transistor, com o que ocorre a modulação da portadora de RF que deve ser transmitida. Este componente responsável pela modulação, o transformador T1, é importante na montagem, pois dele dependerá a qualidade da transmissão. Usamos um transformador comum de alimentação com primário de 110 V e secundário de 6+6 V e corrente de 500 mA a 1A, não ligando a tomada central do enrolamento secundário. Na figura 1 mostramos o que ocorre quando o sinal de áudio não tem intensidade suficiente para a modulação completa da portadora de alta frequência. Nestas condições, temos menor alcance com um aproveitamento menor do que pode fornecer o transmissor.
O ponto ideal é indicado na figura 2, quando as variações do sinal de áudio provocam alterações de 100% na amplitude do sinal de RF. Obtemos assim 100% de modulação.
No entanto, deve ser evitada a modulação excessiva, mostrada na figura 3. Com mais de 100% de modulação, além da distorção do sinal de áudio no receptor, temos a produção de sinais espúrios que afetam a recepção de estações de outras frequências.

Montagem
Na figura 4 temos o diagrama completo do transmissor. Os poucos componentes usados podem ser fixados numa base de madeira, tendo por referência uma ponte de terminais conforme exibe a figura 5. Os capacitores C1, C2 e C3 devem ser cerâmicos.
O transistor MJ15003 não admite equivalentes neste circuito e deve ser montado sobre um bom radiador de calor. O resistor R1 deve ser de 2 watts ou mais de dissipação, e o capacitor variável CV1 deve ter pelo menos 200 pF de capacitância máxima. Também pode ser usado um antigo capacitor “padder” com valor acima de 150 pF. O transformador T1 tem enrolamento primário de 110 volts e secundário com tensões de 5 a 12 V, com ou sem tomada central, e correntes na faixa de 500 mA a 1A. A bobina L1 consiste em 50+50 voltas de fio 22 a 26 (AWG) num bastão de ferrite de aproximadamente 1 cm de diâmetro, e com pelo menos 20 cm de comprimento. Também pode ser usado fio rígido encapado 22 para confecção desta bobina. A bobina L2 consiste em 20 espiras do mesmo fio enrolada ao lado de L1 no mesmo bastão de ferrite. A figura 6 mostra uma fonte de alimentação para este transmissor.
O transformador da fonte deve ter um enrolamento primário de acordo com a tensão da rede local e secundário de 15+15V ou 18+18V com uma corrente de pelo menos 2 ª Os diodos são 1N5404 ou equivalentes, com 2A x 50V. A filtragem deve ser excelente para que não ocorram roncos na transmissão. Por este motivo, o capacitor de filtro deve ter pelo menos 4 700 μF com tensão de trabalho a partir de 40 V. O capacitor C3 deve ser ligado a L1 o mais próximo possível de modo a se reduzir os roncos na transmissão. O fio do positivo da fonte de alimentação também deve ser curto, ou mesmo blindado com a malha aterrada, para evitar roncos.
Para a modulação damos, na figura 7, um circuito amplificador com base no CI TDA2002. O circuito integrado deste modulador deve ser montado num bom radiador de calor e a entrada do microfone deve ser feita com fio blindado. De modo a adaptar a impedância de saída deste modulador à entrada do transmissor utiliza-se um segundo transformador que pode ser igual ao original do transmissor.
A conexão direta do amplificador ao transmissor sem o uso de transformador não é recomendada.
Prova e Uso
A prova de oscilação é feita com um “elo de Hertz”, que consiste numa bobina com 3 ou 4 voltas de fio comum e uma lâmpada de 12 V com corrente entre 50 mA e 250 mA. Colocando-se este elo próximo da bobina osciladora, a lâmpada deve acender (mesmo que com pequeno brilho) se o circuito estiver oscilando. Comprovada a oscilação, mesmo sem antena, ligando-se nas proximidades um receptor de ondas médias sintonizado em frequência livre, ajusta-se CV1 até que a transmissão seja captada. Ligando-se um microfone ao modulador e falando-se, ajuste-se o volume do amplificador modulador para que a voz saia clara e sem distorções.
Com a lâmpada ligada à bobina, falando-se diante do microfone, ela deve piscar. Para operar o transmissor experimentalmente, ligue um pedaço de fio de 1 a 3 metros de comprimento no terminal A e o terminal B à terra ou a outro pedaço de fio de modo a formar um dipolo. Depois, sintonize o sinal mais forte no receptor e ajuste a modulação de modo a ter som claro. Esse ajuste é feito no controle de volume do amplificador usado como modulador.

  Nikola Tesla o inventor da transmissão por rádio

É indiscutível que Nikola Tesla foi um dos gênios mais brilhantes de todos os tempos e que sua contribuição para o avanço tecnológico da humanidade foi gigantesca. Contudo, seu nome é bem menos popular do que o de outras grandes mentes da ciência, como é o caso de Albert Einstein, Isaac Newton e Thomas Edison, por exemplo. Então, que tal fazer justiça a esse homem incrível e conferir sete curiosidades que você talvez desconheça sobre ele?




1 – Ele raramente dormia
Segundo o próprio Tesla, ele dormia apenas duas horas por noite e frequentemente passava mais de dois dias sem pregar os olhos trabalhando em seu laboratório. E essa história parece ter sido confirmada por um dos amigos do cientista, Kenneth Swezey.
2 – Ele tinha memória fotográfica
Tesla tinha a incrível habilidade de memorizar tudo o que lia, o que significa que seu cérebro era uma espécie de biblioteca ambulante repleta de informações que ele podia acessar quando precisava. Aliás, é por esse motivo que Tesla raramente fazia desenhos de suas invenções, lançado mão de sua memória fotográfica.
3 – Ele amava pombos
Não é nenhum segredo que o cientista tinha extrema dificuldade de se relacionar com seres humanos. No entanto, ele tinha verdadeira adoração por pombos e, além de alimentar as aves diariamente, Tesla tinha o costume de levar consigo pássaros feridos ou doentes para cuidar em casa. Aliás, o inventor chegou a nutrir sentimentos amorosos por uma pombinha que cruzou em sua vida.
4 – Muitas de suas invenções ainda são mantidas em segredo
Quando Tesla faleceu — sozinho e falido aos 86 anos de idade —, as autoridades reuniram uma impressionante quantidade de material. Parte desse material foi entregue à família do inventor depois de algum tempo, outra parte foi parar no museu dedicado à sua memória. No entanto, ainda existem itens que nunca foram liberados para o público conferir, o que já levou muita gente a especular sobre o conteúdo dessas invenções mantidas em segredo.
5 – Ele era fluente em 8 idiomas
Nicola Tesla era de origem servo-croata, o que significa que ele era fluente nesse idioma, e residia nos EUA, portanto, o cientista também dominava o inglês. No entanto, além dessas línguas, o homem também falava alemão, francês, italiano, latim, húngaro e tcheco.
6 – Ele era um ambientalista
Apesar de o inventor ter vivido em uma época em que era raro que alguém se importasse com o meio ambiente, Tesla se preocupava profundamente com a velocidade com a qual estamos esgotando os recursos naturais do planeta. Ele chegou a realizar pesquisas sobre novas formas de se obter energia, e queria que a humanidade passasse a utilizar combustíveis renováveis e não fósseis.
7 – Ele queria construir o “Raio da Morte”
Além de todas as invenções de Tesla que se tornaram realidade — como a transmissão por rádio, o motor de indução e a corrente alternada, por exemplo —, o cientista desenvolveu um projeto detalhado para a construção do “Raio da Morte”, uma arma hipotética baseada no uso de um feixe de partículas capaz de dizimar exércitos inteiros.
Tesla batizou sua engenhoca com o nome de “Teleforce” e, conforme descreveu em seu projeto, o canhão dispararia feixes concentrados de partículas com energia suficiente para derrubar uma frota de 10 mil aeronaves inimigas localizadas a mais de 300 quilômetros de distância. Além disso, o disparo também faria com que pelotões inteiros caíssem mortos.
Mega Curioso

Primeira transmissão de Rádio no Brasil

A primeira transmissão de rádio no país aconteceu em 07 de setembro de 1922, simultaneamente à exposição internacional em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, que foi inaugurada pelo então presidente Epitácio Pessoa.
Em meio ao clima festivo, Epitácio Pessoa abriu a programação da exposição, que foi possível por meio de um transmissor de 500 watts, fornecido pela empresa norte-americana Westinghouse e instalado no alto do Corcovado, na cidade do Rio de Janeiro.
Apenas 80 receptores espalhados no Rio e nos municípios fluminenses de Niterói e Petrópolis acompanharam a transmissão experimental, que contou com músicas clássicas durante toda a abertura, entre elas, a ópera ‘O Guarani’, de Carlos Gomes.
De acordo com historiadores, as pessoas ouviram muito pouco da transmissão, porque o barulho da exposição era intenso e os alto-falantes relativamente fracos. O responsável pela iniciativa foi o cientista e educador Edgar Roquette Pinto, considerado o pai da radiodifusão brasileira.

Início efetivo e regular das transmissões


Apesar da primeira transmissão de rádio no Brasil acontecer durante a celebração do centenário da Independência, o início efetivo e regular das transmissões ocorreu somente no ano seguinte, mais uma vez graças ao esforço de Roquette Pinto.

Ele tentou convencer o governo a comprar os equipamentos da empresa Westinghouse, mas não obteve sucesso. A aquisição foi então feita pela Academia Brasileira de Ciências, da qual o cientista era secretário. Em 20 de abril de 1923 entrou no ar a Rádio Sociedade Rio de Janeiro.



Atual Rádio MEC

A emissora pioneira é a atual Rádio MEC. Em 1936 ela foi doada pelo próprio Roquette Pinto ao Ministério da Educação. No mesmo ano foi fundada a Rádio Nacional, a princípio como emissora privada, incorporada na década de 40 ao patrimônio da União.

De meio comunitário à era comercial

No início, o rádio não era público e nem comercial, mas sim um meio comunitário, através da constituição de grupos e associações que se reuniam em torno do aparelho. Estes grupos e associações eram formados por pessoas que emprestavam discos para as emissoras.

Já a era comercial do rádio surgiu a partir do ano de 1932, quando o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, por meio do decreto 21.111, autorizou as emissoras radiofônicas a terem até 10% de sua programação sob a forma de publicidade.
Apenas 15% dos brasileiros ouvem rádio

Um levantamento realizado em 2012, pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), mostrou que apenas 15% dos brasileiros ouvem rádio. A pesquisa comprova que o meio de comunicação vem perdendo espaço para outros veículos, como a televisão e a internet.


Primeira transmissão no mundo

A primeira transmissão de rádio no mundo aconteceu em 1906, nos Estados Unidos, pelo físico e inventor Lee de Forest, experimentalmente para testar a válvula tríodo, um dispositivo utilizado para a amplificação de sinais, entre outras funções.

Conforme alguns autores, a tecnologia de transmissão de som por ondas de rádio foi desenvolvida pelo italiano Guglielmo Marconi, no fim do século XIX. Por outro lado, a Suprema Corte Americana concedeu a Nikola Tesla o mérito da criação do aparelho, uma vez que Marconi usara 19 patentes de Tesla em seu projeto.

Fonte: Rank Brasil

sábado, 11 de julho de 2015

Conheça Licotelecom

Conheça Licotelecom

Olá bem vindo, aqui você conhecerá um pouco mais sobre 

nosso dia a dia, regularmente serão postados artigos, fotos, 

reportagens, sobre rádio comunicação, independente da faixa 

(HF, VHF, UHF), o intuito é compartilhar informações, 

desenvolver soluções e criar contatos profissionais.
Alguns podem questionar, sobre o motivo de ter um rádio PX 

no carro ou em casa, há quem diga que usa para comunicar-se 

com amigos, monitorar condições do transito e afins. 

Realmente tudo isso é válido, pois hoje em dia comunicação se 

tornou algo fundamental nos dias atuais.
Existe uma classe de usuários deste meio de comunicação que 

utiliza o rádio para se comunicar por longas distâncias muitas 

das vezes até mesmo fora do país, pra isso, utilizam rádios na 

faixa de UHF em conjunto com amplificadores bilineares.
Você deve estar se perguntando: “o que é esse tal de HF, VHF e 

UHF que tanto falam e esse amplificador bilinear, pra que 

serve?”.



Começaremos então definindo o que são os pontos principais 

nessa atividade.

1.       Rádio – pode ser do tipo receptor ou receptor transmissor, 

o modelo receptor seria como os rádios de música AM/FM de 

hoje em dia. Este modelo recebe um sinal de rádio e o 

transforma em um sinal de áudio. O modelo 

receptor/transmissor tem a mesma função do modelo anterior, 

porém com um algo a mais, ele também converte o sinal de 

áudio (proveniente de um microfone por exemplo) e o transmite 

a outros receptores  através de uma antena.


2.       Antena – item de grande importância nesta modalidade, 

pois influencia diretamente o rendimento de todo o sistema, 

possui algumas características como: tamanho do elemento, 

faixa de frequência, tipo de antena, local em que será montada.


3.       Cabos – também de grande importância, trabalham em 

conjunto com as antenas, tem diversos tamanhos e medidas, 

cada um para uma aplicação especifica.


4.       Amplificadores bilineares – são aparelhos que recebem o 

sinal proveniente do radiotransmissor e o amplificam para que 

este sinal, quando  for transmitido pela antena, alcance uma 

distância maior, este recebe o nome de bilinear por que 

amplifica tanto em transmissão (TX) como em recepção (RX), 

neste caso em RX este recebe o sinal com baixa amplitude e o 

amplifica enviando ao radio um sinal de melhor intensidade, 

otimizando assim também a recepção.

domingo, 5 de julho de 2015

Formas de onda e antenas